
Rute Agulhas, coordenadora do grupo Vita, esteve no encontro de responsáveis diocesanos pela catequese, que decorreu em Fátima, na passada sexta-feira. “O nosso trabalho é o de vos ajudar a trabalhar com as crianças e os jovens para que percebam o que é o abuso e como apoiar”, afirmou. Foto © SNEC.
Depois de ter reunido com inúmeras entidades, desde o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) à Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), passando pela Ordem dos Advogados ou a Direção Geral da Educação, o Grupo Vita – criado em abril pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) – deu já início às primeiras ações de sensibilização e formação sobre o cuidado de menores e adultos vulneráveis, tendo como principal objetivo prevenir situações de abusos. A partir de setembro, muitas mais se seguirão.
“Numa primeira fase, o Grupo Vita reuniu com diversas entidades, de forma a mapear as necessidades identificadas e a desenhar um plano de formação concertado”, pode ler-se no comunicado enviado por aquele organismo ao 7MARGENS nesta segunda-feira, 10 de julho.
No caso das Comissões Diocesanas e os Institutos Religiosos, “preencheram já um questionário que permite, agora, delinear com maior precisão as ações a desenvolver”. O mesmo procedimento está atualmente a decorrer com os catequistas e os professores de Educação Moral e Religiosa Católica, através do SNEC, tendo a coordenadora do Grupo Vita, a psicóloga Rute Agulhas, marcado presença no encontro dos responsáveis diocesanos pelo setor da catequese que decorreu na passada sexta-feira, 7 de julho, em Fátima.
Durante esse encontro, Rute Agulhas sublinhou que “os professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) são na escola, muitas vezes, “o adulto de confiança”, devido ao “ambiente de empatia que as aulas proporcionam e pelos temas que abordam”, pelo que “é importante que estejam capacitados e que saibam o que fazer”. “O nosso trabalho é o de vos ajudar a trabalhar com as crianças e os jovens para que percebam o que é o abuso e como apoiar”, afirmou a psicóloga.
Mas porque o grande objetivo é evitar “que possa haver alguém que não saiba como prevenir e intervir” em situações de abuso de menores e adultos vulneráveis, sejana Igreja ou fora dela, o Grupo tem alargado o mais possível a sua ação.
Com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), “estão já agendadas quatro ações de sensibilização em modelo híbrido, a decorrer em Fátima, para os dias 2 e 18 de outubro e, depois, dias 3 e 13 de novembro”, informa o comunicado, acrescentando ainda que, “com a Associação dos Profissionais Técnicos Superiores de Educação Social decorreu já uma talk no dia 29 de junho, estando outra agendada para dia 28 de setembro”.
“Mais ações de sensibilização estão a ser pensadas com a Cáritas Portuguesa, a Ordem dos Fisioterapeutas, a Ordem dos Advogados e a Direção Geral da Educação”, adianta o Grupo Vita.
Recorde-se que este organismo – que tem vindo a constituir uma bolsa composta por profissionais na área da psicologia e psiquiatria para acompanhar as vítimas de violência sexual no contexto da Igreja Católica em todo o país – pode ser contactado através da linha de atendimento telefónico (91 509 0000) ou do formulário para sinalizações, já disponível no site www.grupovita.pt.









