
Rute Agulhas, psicóloga e coordenadora do Grupo Vita de acompanhamento das vítimas de abuso na Igreja. Foto © Agência Ecclesia
O Grupo Vita recebeu, em três meses de funcionamento, 48 denúncias de violência sexual contra crianças e adultos vulneráveis no contexto da Igreja Católica em Portugal, de acordo com um “balanço” feito em comunicado enviado ao 7MARGENS.
Esta entidade informou, por outro lado, que mais de 30 vítimas deram já o seu consentimento informado para prosseguir com a informação para as autoridades competentes, com vista a posterior procedimento canónico e civil, nomeadamente as comissões diocesanas e institutos religiosos, no primeiro caso, e a Procuradoria-Geral da República, no caso de procedimento civil. “Excetuam-se os casos em que o suspeito já faleceu ou em que já decorreu, no passado, um processo de investigação penal”, explica o comunicado.
Em paralelo, acrescenta o Grupo coordenado por Rute Agulhas, cerca de 20 vítimas de violência sexual estão em fase de encaminhamento para apoio psicológico e psiquiátrico, junto dos profissionais que integram a chamada Bolsa do Grupo Vita.
Esses profissionais beneficiaram já de uma formação inicial que vai repetir-se em duas datas distintas, já no próximo mês de setembro. Posteriormente, os referidos profissionais irão beneficiar de formação aprofundada e de supervisão clínica, explica o texto.
Além de entender os pedidos de ajuda já recebidos como “um sinal claro de confiança” no seu trabalho, o Grupo Vita apela a que mais vítimas peçam ajuda (tel. 91 509 0000). “Estamos aqui para as escutar, acompanhar e encaminhar”, refere na mensagem enviada.










