Papa preocupado com a Somália

Guerra “retira atenção e recursos” a outras crises

| 14 Ago 2022

Imbondeiro, árvore africana de áreas quentes e secas, na estrada que liga Lubango e Benguela. Foto © Tony Neves.

Imbondeiro, árvore africana de áreas quentes e secas: a seca está a agravar a situação já difícil das populações em África. Foto © Tony Neves.

 

O Papa alertou hoje no Vaticano para a “grave crise” na Somália, onde a seca e a fome ameaçam a vida de milhões de pessoas, pedindo uma resposta solidária da comunidade internacional.

“Desejo chamar a atenção para a grave crise humana que atinge a Somália e algumas zonas dos países limítrofes”, referiu Francisco, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação do ângelus.

“As populações destas regiões, que já vivem em condições muito precárias, encontram-se agora num perigo mortal, por causa da seca. Desejo que a solidariedade internacional possa responder eficazmente a tal emergência”, acrescentou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, numa intervenção transmitida online.

A zona oriental da África enfrenta a pior seca em quatro décadas, situação agravada por conflitos contínuos e o aumentos de preços causados pela invasão russa da Ucrânia.

“Infelizmente, a guerra retira a atenção e os recursos, mas estes são objetivos que exigem o máximo empenho: saúde, educação, a luta contra a fome”, declarou o Papa.

As organizações internacionais e os missionários da Igreja Católica no país têm lançado alertas sobre o aumento do número de crianças que estão a morrer à fome.

Estima-se que mais de 7 milhões de somalis estejam em estado de insegurança alimentar aguda; 1,5 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição, cerca de 400 mil das quais em forma grave, que coloca a sua vida em perigo.

Nos primeiros três meses de 2022, a seca obrigou mais de meio milhão de pessoas a fugir das suas aldeias em busca de ajuda.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, apelou ao apoio de portugueses para a resposta a uma das piores secas no extremo leste da África, com a Campanha Alerta Fome.

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Em matéria de teologia, tendo a sentir-me mais próxima do meu neto X, 6 anos, do que da minha neta F, de 4. Ambos vivem com os pais e uma irmã mais nova em Londres. Conto dois episódios, para perceberem onde quero chegar. Um dia, à hora de deitar, o X contou à mãe que estava “desapontado” com o seu dia. Porquê? Porque não encontrara o cromo do Viktor Gyokeres, jogador do Sporting, um dos seus ídolos do futebol; procurou por todo o lado, desaparecera. Até pedira “a Jesus” para o cromo aparecer, mas não resultou. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

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