
“Xenofobia, Islamofobia, Racismo O Ataque à Democracia” pretende ser uma oportunidade para “debater novas circunstâncias sociais, culturais, religiosas e de acolhimento e progresso”, dizem os organizadores da iniciativa.
“Xenofobia, Islamofobia, Racismo O Ataque à Democracia” é o tema de uma conferência-debate que a Associação Artística Vimaranense promove no próximo sábado, dia 17 de Fevereiro, pelas 17 horas, na sede da associação, na Rua de Gil Vicente, em Guimarães. Fabrizio Boscaglia, especialista em Sufismo e professor na Licenciatura de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona, Lisboa; Francisco Teixeira, doutor em Filosofia e membro do Conselho Municipal da Educação de Guimarães; Sílvia Lemos, membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga; e Paula Oliveira, vereadora da Acção Social da Câmara Municipal de Guimarães são os intervenientes. A moderação é de Orlando Coutinho, mestre em Filosofia Política.
A organização refere que “a motivação desta conferência-debate tem a ver com a circunstância, por um lado, de um súbito emergir de tendências xenófobas, racistas e islamofóbicas em alguns setores da sociedade portuguesa, e também vimaranense, em virtude de uma rápida transformação da paisagem religiosa e do aproveitamento político de forças extremistas, e, por outro, da necessidade de pensar e agir sobre as efetivas transformações migratórias em curso, com consequências de natureza social, cultural e religiosa”.
A iniciativa decorre pouco tempo depois de um estabelecimento comercial de um imigrante do Bangladesh, em Guimarães, ter sido visado pela pichagem de uma cruz suástica e do número 1143, data da fundação de Portugal, um acto que foi condenado por vários partidos políticos.
Na nota de divulgação da iniciativa, a Associação Artística Vimaranense acrescenta que “Portugal, e o sistema de democracia-liberal e constitucional que nos suporta e constitui o nosso chão comum, parte do pressuposto da igual dignidade da pessoa humana, independentemente das suas diferenças de género, étnicas, culturais, religiosas, políticas ou de expressão sexual, no respeito pelas diferenças e pelas minorias. Para além disso, Portugal é, historicamente, um país de emigrantes, um povo que se criou e cria na miscigenação e na mistura cultural, ainda que numa parte longa da sua história o tenha feito de uma forma violenta, contra outras etnias e outros povos”.
“Xenofobia, Islamofobia, Racismo O Ataque à Democracia” pretende ser uma oportunidade para “debater novas circunstâncias sociais, culturais, religiosas e de acolhimento e progresso”.










