Vivemos em sociedades em que o envelhecimento é olhado muitas vezes como um problema económico, tanto para os estados como para as famílias, de abandono e da quebra de laços que têm como consequência a destruição de redes de solidariedade e de suporte que foram apoio durante a vida ativa. Na verdade, o envelhecimento daqueles e daquelas que nos precederam põe à prova a nossa humanidade enquanto sociedade e enquanto indivíduos.
O 7MARGENS iniciou a publicação de depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Publicamos hoje o nono depoimento do total de vinte e cinco. Pode ler aqui os depoimentos já publicados. Informamos que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

Foto © Ekaterina / Pixabay (trabalhada)
Francisco, 85 anos
Eu nem queria pensar muito nisso, mas também estou preocupado com a minha idade.
Porque eu gosto muito de cá estar e pensar em envelhecer é um passo dado para o fim…
Eu sempre tive uma atividade, sempre trabalhei. Depois, quando já não era capaz de produzir, reformei-me. Isso também me custou porque não via outra vida senão trabalhar.
O que quero é viver com a família. A família vê o nosso envelhecimento com alguma preocupação, talvez até mais que nós próprios.
Não sei como vai ser o envelhecimento, o fim…
As condições de envelhecimento são boas. Se continuar assim não será mau. Onde estou tenho todo o apoio. O Lar funciona bem, mas não deixa de haver um certo isolamento.
Há maneiras de envelhecer que se podem construir. As pessoas podem reunir-se e encontrar uma melhor maneira de envelhecer com mais apoio e continuando com convívio e bem-estar. O convívio e bem-estar são fundamentais para vivermos os nossos últimos anos.
Os lares têm que se adaptar ao que as pessoas precisam…










