AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

abusos sexuais, menores, crianças. Foto: Direitos reservados

Dia Contra o Trabalho Infantil

Há situações de exploração de crianças no desporto, denuncia presidente da CNASTI

| 12/06/2023

abusos sexuais, menores, crianças. Foto: Direitos reservados

abusos sexuais, menores, crianças. Foto: Direitos reservados

 

“Para levar a justiça social a todos, temos de acabar com o trabalho infantil”, afirma o diretor-geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), a propósito do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, assinalado esta segunda-feira, 12 de junho. Em Portugal, ainda há situações de exploração laboral de menores que a sociedade portuguesa continua a “aceitar bem”, segundo a presidente da Confederação Nacional de Ação sobre Trabalho Infantil (CNASTI).

No plano internacional, o trabalho infantil e a sua exploração registavam uma tendência decrescente, desde que este Dia Mundial começou a ser evocado, no início deste século. Porém, nos anos mais recentes, as crises económicas e as crescentes desigualdades sociais, entre outros fatores, têm feito inverter essa tendência.

Segundo a OIT, “pela primeira vez em 20 anos, o trabalho infantil está a aumentar. À volta de 160 milhões de crianças, quase uma em cada 10 em todo o mundo, estão em situação de trabalho infantil”. “Pior ainda, metade – 80 milhões – estão nas formas mais perigosas de trabalho infantil, ou seja, em trabalhos que representam uma ameaça real para a sua saúde física e mental”, acrescenta aquela organização.

Em Portugal, as situações de exploração do trabalho infantil como aquelas que se conheceram no país até aos anos 90, já não acontecem ou são objeto de denúncia e perseguição. Mas isso não significa que não haja situações às quais a sociedade e o Estado têm de prestar atenção. De acordo com a presidente da CNASTI, Fátima Pinto, em entrevista conjunta à Renascença e à agência Ecclesia, essas situações que configuram trabalho infantil e exploração das crianças registam-se no terreno dos espetáculos, da moda e no desporto.

Relativamente ao desporto, a presidente da CNASTI chama a atenção, em especial, para a situação das crianças estrangeiras, sobretudo das ex-colónias, que chegam a “praticamente todos” os “principais clubes” do futebol português. Quando as coisas correm bem, elas chegam a receber vencimentos superiores aos pais. Mas quando correm mal, as crianças e as famílias que as acompanharam ficam abandonadas.

“Não podemos trazer uma família para Portugal e depois fazer de conta que ela não existe. Quem os traz para Portugal também tem de assumir algumas responsabilidades”, adverte.

Mas há outras situações em que a exploração das crianças se verifica, segundo aquela dirigente. “A prostituição infantil e a mendicidade, alerta, são, reconhecidamente, uma realidade que é necessário combater em Portugal, e que, por ser tão escondida e ser crime, exige uma maior atenção, no sentido de se conseguir combater”.

A CNASTI pretende também refletir sobre a carga horária, curricular e extracurricular, observando que muitas crianças “têm um horário de trabalho superior ao dos pais”.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência

Esta terça-feira, 7 outubro

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência novidade

A Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

[Entre Margens]

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur novidade

Não sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This