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Henrique Joaquim: “Assistencialismo não tira da rua as pessoas sem-abrigo”

| 02/01/2020

Henrique Joaquim: “Assistencialismo não tira da rua as pessoas sem-abrigo”

by | 2 Jan 20 | Breves, Cooperação e Solidariedade, Sociedade, Últimas

“O assistencialismo não tira a pessoa da rua, não resolve o problema; ainda que naquela noite tenha matado a fome a uma pessoa, não a tira dessa condição”, diz o gestor da Estratégia Nacional de Integração dos Sem-abrigo, Henrique Joaquim, que esta quinta-feira, 2 de Janeiro, iniciou as suas funções. Em entrevista ao Público e Rádio Renascença, o responsável acrescenta que o objectivo “tem que ser sempre tirar a pessoa” da condição de sem-abrigo.

Henrique Joaquim descreve a realidade da população sem-abrigo, segundo os dados de 2018: cerca de 3.400 pessoas a nível nacional, menos de metade das quais efectivamente sem tecto (a viver na rua, em prédios abandonados ou em carros) e as que, mesmo não estando na rua estão sem casa (têm alojamento que pode ser temporário); a maior parte está na área metropolitana de Lisboa e são homens e muitas vezes vive ainda problemas de saúde, carência económica ou dependências.

O novo responsável da ENIS avisa que a boa vontade, quando não é organizada, pode ter efeitos perversos e diz que é um “mito urbano” a ideia de que há pessoas que preferem continuar a viver na rua: “Em oito anos de trabalho na rua, nunca encontrei ninguém que conscientemente me dissesse” isso, refere na entrevista, disponível no Público.

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