
O Parlamento Europeu entregou o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento ao povo ucraniano, no passado dia 14 de dezembro. Foto © Parlamento Europeu.
O Holodomor, a fome na Ucrânia causada pela União Soviética há 90 anos, que resultou na morte de vários milhões de pessoas, foi na quinta-feira, dia 15 de dezembro, reconhecido como genocídio pelo Parlamento Europeu (PE), numa votação em que dos 536 deputados presentes, 12 votaram contra e 17 abstiveram-se.
Os eurodeputados consideram que o Holodomor (palavra que significa “extermínio pela fome”, em ucraniano) foi cometido “pelo regime soviético com a intenção de destruir um grupo de pessoas impondo deliberadamente condições de vida que conduziram inexoravelmente à sua aniquilação física”. “Os atuais crimes russos na Ucrânia são uma reminiscência do passado”, sublinhou um comunicado de imprensa do PE, que no dia 14 tinha entregado o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento ao povo ucraniano.
Já na audiência geral de 23 de novembro, ao rezar pela paz no mundo e pelo fim de todos os conflitos, o Papa Francisco havia recordado o aniversário “do terrível genocídio do Holodomor, o extermínio pela fome em 1932-33 causado artificialmente por Estaline”, recorda o Vatican News de 15 de dezembro. “Rezemos pelas vítimas deste genocídio e rezemos por tantos ucranianos, crianças, mulheres e idosos, crianças, que hoje sofrem o martírio da agressão” – afirmou então o Papa Francisco.










