Papa insiste na paz

Hospital de Gaza cercado sem comunicações em cenário “catastrófico”

| 12 Nov 2023

OMS diz que há relatos que indicam que algumas pessoas que fugiram do hospital foram baleadas, feridas e até mortas. Foto: Direitos reservados.

OMS diz que há relatos que indicam que algumas pessoas que fugiram do hospital foram baleadas, feridas e até mortas. Foto: Direitos reservados.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) perdeu o contacto com o Hospital Al-Shifa, em Gaza, Palestina, denunciando sucessivos ataques às instalações e a pessoas. Segundo um comunicado desta agência das Nações Unidas, divulgado este domingo, há relatos que indicam que algumas pessoas que fugiram do hospital foram baleadas, feridas e até mortas.

“À medida que continuam a surgir relatos horríveis de que o hospital está a ser alvo de repetidos ataques, assumimos que os nossos contactos se juntaram a dezenas de milhares de pessoas deslocadas que procuraram refúgio nos terrenos do hospital e estão a fugir da área”, registou a OMS. O principal complexo hospitalar da cidade de Gaza entrou em colapso, está sem luz, combustível, água, comida, medicamentos e equipamentos, num cenário “catastrófico”, segundo as Nações Unidas.

Segundo o serviço de notícias das Nações Unidas, os diretores regionais do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da Unicef e da OMS afirmaram-se “horrorizados” com os últimos relatos que indicam que muitas pessoas foram mortas – incluindo crianças – em instalações de saúde e de abrigo em toda a cidade de Gaza e outras regiões do norte do território, com os sucessivos ataques israelitas.

Antes da OMS ter perdido a comunicação com os seus contactos no Al-Shifa (que estava cercado por tropas de Israel), o diretor-geral dos serviços hospitalares daquela unidade tinha estimado que 650 doentes, incluindo 36 crianças, estavam em risco, depois de 3 bebés terem morrido por falta de assistência.

Também a Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano informou que o segundo maior hospital de Gaza, Al-Quds, está fora de serviço devido à escassez de combustível, tendo a ONG afirmado que só conseguiu estabelecer contactos esporádicos com a unidade de saúde.

O gabinete para o Desenvolvimento da ONU, na Faixa de Gaza, foi atingido por bombardeamentos, provocando um número “significativo” de mortes, no sábado à noite, levando os responsáveis desta agência a denunciarem o facto de não estar a ser respeitado o estatuto de inviolabilidade das instalações das Nações Unidas e apelando ao fim dos combates.

O Ministério da Saúde do governo do Hamas garantiu, este domingo, que cinco pacientes feridos morreram porque não puderam ser operados por falta de combustível. Dois bebés na unidade de cuidados intensivos terão morrido no sábado, depois de ter sido cortado o abastecimento de água, comida e eletricidade.

A agência France-Presse dava conta de muitos corpos espalhados pelas ruas e nos arredores de todas as unidades hospitalares de Gaza, num despacho deste domingo.

Papa insiste em apelo à paz e lembra Sudão

 

A capital do Sudão, que não tinha conhecido a guerra desde a sua conquista por Mohamed Ahmed Al Mahdi em 1885, tornou-se o principal teatro de guerra entre as Forças de Apoio Rápido e as Forças Aéreas do Sudão. Foto: Direitos reservados.

A capital do Sudão, que não tinha conhecido a guerra desde a sua conquista por Mohamed Ahmed Al Mahdi em 1885, tornou-se o principal teatro de guerra entre as Forças de Apoio Rápido e as Forças Aéreas do Sudão. Foto: Direitos reservados.

 

O Papa apelou este domingo ao fim do conflito armado que atinge as populações de Israel e à Palestina, defendendo que é tempo de calar as armas e respeitar o direito de todos os povos à paz. 

“Basta, basta irmãos, basta! Que se socorram imediatamente os feridos em Gaza, que se protejam os civis, se façam chegar muito mais ajudas humanitárias para a população esgotada”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus, citado pela Agência Ecclesia. “Que se libertem os reféns, entre os quais há muitos idosos e crianças”, acrescentou Francisco.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Papa começou por afirmar que “todos os dias” tem no seu pensamento a “gravíssima situação em Israel e Palestina”, mostrando-se próximas destas populações. “Abraço-os neste momento escuro e rezo muito por eles. Que as armas se calem – nunca trarão a paz – e que o conflito não se alargue”, pediu.

Qualquer ser humano, seja cristão, judeu ou muçulmano, de qualquer povo ou religião, cada ser humano é sagrado, é precioso aos olhos de Deus, tem direito a viver em paz”.

Recordando também a guerra na Ucrânia, o Papa lembrou ainda, no Vaticano, a guerra civil que, há vários meses, se vive no Sudão, “que não parece parar, provocando numerosas vítimas, milhões de deslocados internos, refugiados nos países limítrofes e uma gravíssima situação humanitária”.

“Estou próximo do sofrimento das queridas populações do Sudão e dirijo um forte apelo aos responsáveis locais, para que favoreçam o acesso das ajudas humanitárias e, com o contributo da comunidade internacional, trabalhem em busca de soluções pacíficas. Não nos esqueçamos destes nossos irmãos, que vivem uma provação”, apelou.

 

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