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Homofobia. Homossexualidade

Mês do orgulho

Igreja católica dá sinais de mudança em relação à comunidade LGBTQ

| 28/06/2022

Homofobia. Homossexualidade

Manifestação em Estrasburgo, em Janeiro de 2013, contra a homofobia. Foto © Claude Truong-Ngoc/WikiCommons.

 

“Neste mês do orgulho, a Igreja Católica mostra mudanças claras, embora subtis, em direção ao acolhimento de pessoas LGBTQ” é o título do artigo assinado por Claire Giangravé, jornalista da agência Religion News Service (RNS) publicado no dia 26 de junho. A mensagem de inclusão que o Papa Francisco tem feito sobre as pessoas marginalizadas teve um efeito de cascata na Igreja Católica, argumenta.

De acordo com a jornalista, “durante as paradas caracteristicamente bombásticas do mês do orgulho” sentiu-se que “a Igreja Católica, guiada pelo Papa Francisco, deu silenciosamente as boas-vindas à comunidade LGBTQIA+, embora evitando mudanças na sua doutrina”.

Em apoio à sua afirmação, Claire Giangravé cita declarações de Francis DeBernardo, diretor executivo do New Ways Ministry, um programa católico que promove a inclusão da comunidade LGBTQIA+, à RNS: “A atenção pastoral às pessoas LGBTQ tem-se expandindo astronomicamente na última década. (…) As declarações e gestos de acolhimentos por parte do Papa Francisco são a principal razão para essa maior abertura às pessoas LGBTQ.” Segundo DeBernardo, o Papa Francisco “deu coragem às pessoas” para se aproximarem e trabalharem pastoralmente com a comunidade LGBTQIA+: “A sua abordagem de diálogo e de acompanhamento ofereceu a todos uma explicação católica de como a inclusão LGBTQ pode ser autenticamente católica.”

Recorde-se que na quarta-feira, dia 22 de junho, seis mulheres transexuais de diferentes origens culturais e sociais foram recebidas no Vaticano para uma audiência privada com o Papa Francisco. O encontro não foi anunciado na agenda diária do Papa, mas Alessia, uma das mulheres que esteve na audiência, disse que o encontro com Francisco “foi emocionante” e que “a melhor parte de ter falado com o Papa Francisco foi [o facto da audiência] ter sido simplesmente um encontro entre pessoas e não uma discussão focada nas nossas diferenças”, acrescentando que, “no mês do orgulho, acho que esta é uma mensagem importante”.

“A Igreja Católica não fez nenhuma mudança na doutrina sobre pessoas LGBT e, de acordo com seu catecismo, os atos homossexuais são ‘intrinsecamente desordenados’. Mas a mensagem de acolhimento e inclusão do Papa Francisco para as pessoas marginalizadas teve um efeito de cascata na Igreja Católica, efeitos que se tornaram especialmente evidentes durante este mês do orgulho”, conclui a jornalista Claire Giangravé.

 

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