
“É importante que os jovens sintam que a Igreja os acompanha, que eles são protagonistas da experiência eclesial”, defendeu esta quarta-feira o cardeal Tolentino Mendonça. Foto © Agência Ecclesia
Os bispos portugueses estiveram esta quarta-feira, 22 de maio, com o cardeal Tolentino Mendonça. No final da reunião com o responsável pelo Dicastério para a Cultura e Educação – que aconteceu no âmbito da visita ad limina – este destacou que “há uma confiança na capacidade educativa da Igreja”, mas alertou que “a própria Igreja deve encontrar novas formas, novos espaços de acompanhar o campo escolar”.
Em declarações aos jornalistas após o encontro com os bispos, o cardeal deu como exemplo os centros de estudo ou de acompanhamento pós-escolar, espaços onde a Igreja deve “investir”, sublinhando que “é muito importante que os jovens não se sintam sós”.
“É importante que os jovens sintam que a Igreja os acompanha, que eles são protagonistas da experiência eclesial, que a Igreja não os deixa sozinhos diante de um futuro incerto, mas está ao seu lado para ajudar a interpretar e a construir o futuro que está a chegar”, afirmou Tolentino.
Elogiando o papel das instituições educativas da Igreja como “interface de diálogo com a sociedade, um diálogo baseado na confiança”, o prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação defendeu ainda que a profissão de professor é “uma vocação e uma missão” que “deve ser mais acarinhada”.
“É verdade que os professores foram deixados sós e que o seu papel social tão decisivo não é reconhecido como devia. Muitas vezes, os professores veem-se sozinhos a gerir situações de grande complexidade e o esforço que fazem, todo o seu trabalho, no fundo, de transmissão, de abertura, de acompanhamento, de potenciamento dos jovens com quem trabalham, não tem o reconhecimento social ou mesmo das famílias que devia ter”, lamentou.
E deixou um apelo: “Todas as condições necessárias devem ser cuidadas para que essa profissão, esse contributo muito grande na formação dos jovens possa acontecer de um modo sereno nas nossas escolas e na nossa sociedade”.

O encontro dos bispos portugueses com o cardeal Tolentino Mendonça marcou o terceiro dia da visita ad limina, que termina na sexta-feira. Foto © Agência Ecclesia
A visita ad limina dos bispos de Portugal decorre no Vaticano até sexta-feira, 24 de maio, dia em que serão recebidos pelo Papa Francisco. Participam na visita 20 bispos diocesanos, cinco bispos auxiliares, o bispo eleito de Beja, dois bispos eméritos e o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Barbosa.









