Abusos sexuais no Canadá

Igreja gasta com advogados dinheiros das indemnizações

| 2 Ago 21

O colégio interno de Kamloops foi onde descobriram valas com centenas de corpos de crianças indígenas, no Canadá

 

O escândalo à volta dos internatos geridos pela Igreja no Canadá conhece a cada dia novos episódios. A cadeia de TV CBC teve acesso a documentos que revelam que a Igreja Católica gastou em advogados milhões de dólares destinados às vítimas de internatos de indígenas canadienses.

Segundo aquele orgão de comunicação social, as dioceses mais implicadas, juntamente com outras igrejas cristãs (anglicana, Unida do Canadá e presbiteriana) que geriam internatos terão negociado em 2005 pagar aos sobreviventes 23,2 milhões de dólares em dinheiro e 20 milhões em serviços em espécie.  Contudo, os documentos revelados sugerem que 2,2 milhões serviram para pagar a advogados e 1,8 milhões para despesas administrativas.

Entretanto, uma tribo de Bloodvein (nação original do Canadá situada na margem leste do lago Winnipeg, em Manitoba) declarou que não permitirá que o padre Rheal Forest regresse àquele território, de pois de ter declarado, numa homilia, que os sobreviventes dos internatos católicos estão a fabricar relatos de abusos sexuais e físicos para colherem benefícios económicos (ver 7MARGENS).

Apesar de o clérigo já não trabalhar junto das comunidades autóctones há anos, continua a visitar de vez em quando famílias da região. A decisão da liderança da tribo foi tomada, mas ainda não formalizada.

Recorde-se que o bispo local viu-se forçado a proibir temporariamente o padre Forest de intervir em público.

 

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser.

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser. novidade

A homenagem aos que perderam as suas vidas nesta pandemia é uma forma de reconhecermos que não foram só os seus dias que foram precoce e abruptamente reduzidos, mas também que todos nós, os sobreviventes, perdemos neles um património imenso e insubstituível. Só não o perderemos totalmente se procurarmos valorizá-lo, de formas mais ou menos simbólicas como é o caso da Jornada da Memória e da Esperança deste fim-de-semana, mas também na reflexão sobre as nossas próprias vidas e as das gerações que nos sucederão.

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A Assembleia da República (AR) manifestou o seu apreço pela Jornada de Memória e Esperança, que decorre neste fim-de-semana em todo o país, através de um voto de solidariedade com as vítimas de covid-19 e com as pessoas afectadas pela pandemia, bem como com todos os que ajudaram no seu combate, com destaque para os profissionais de saúde.

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