Primeiro relatório nacional

Igreja italiana recebeu 89 denúncias de abusos sexuais em dois anos

| 17 Nov 2022

apresentacao do relatorio sobre protecao de menores da conferencia episcopal italiana foto CEI

O relatório sobre proteção de menores da Conferência Episcopal Italiana foi apresentado em conferência de imprensa. Foto © CEI,

 

A Conferência Episcopal Italiana (CEI) divulgou esta quinta-feira, 17 de novembro, o seu primeiro relatório sobre a proteção de menores nas 266 dioceses católicas do país. Entre 2020 e 2021, foram recebidas 89 denúncias de abuso sexual por parte de membros da Igreja, sendo que 52,8% se referem a casos recentes ou atuais.

Entre as vítimas, 12 têm menos de 10 anos de idade, 61 estão na faixa etária entre os 10 e os 18 anos e 16 são maiores de 18. Quanto à tipologia dos casos notificados, predomina a “conduta e linguagem inadequadas” (24), seguida de “toque” (21); “assédio sexual” (13); “relações sexuais” (9); “exibição de pornografia” (4); “solicitação online” (3); e “atos de exibicionismo” (2).

De acordo com a CEI, mais de metade dos 68 alegados abusadores são homens com idade entre os 40 e 60 anos. Do total, 30 são clérigos, 23 leigos e 15 religiosos. Entre os leigos, incluem-se professores de religião, animadores, catequistas e sacristãos.

Os crimes terão acontecido nas paróquias (33,3%), na sede de um movimento ou associação (21,4%), ou numa casa de formação ou seminário (11,9%).

“Após a transmissão do relatório às autoridades eclesiásticas pelos centros de escuta, entre as ações implementadas prevaleceram as medidas disciplinares, seguidas de uma investigação preliminar e transmissão ao Dicastério para a Doutrina da Fé”, explicaram os porta-vozes dos bispos italianos que apresentaram o relatório em conferência de imprensa.

Aos alegados autores dos abusos têm sido oferecidos “cursos de reparação e conversão, incluindo internamento em comunidades de acolhimento especializadas (em um terço dos casos detetados) e cursos de acompanhamento psicoterapêutico (em aproximadamente um quarto dos casos)”.

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