Igreja Lusitana mantém rede de distribuição de alimentos a 400 pessoas em Gaia

| 30 Mar 20

Preparação dos cabazes de comida para as pessoas apoiadas. Foto: Direitos reservados

 

O Centro Comunitário da Associação das Escolas do Torne e do Prado (AETP), em Vila Nova de Gaia, tem estado “na linha da frente” do apoio aos mais idosos e carenciados naquela cidade. Apesar de ter suspendido o serviço de refeições nos seus centros de convívio para seguir as recomendações da Direção Geral de Saúde, todos os esforços daquele centro, pertencente à Igreja Lusitana, estão agora concentrados no fornecimento de refeições aos utentes, bem como na prestação de outros serviços de que necessitem, como a aquisição de medicamentos.

Ao todo, são neste momento mais de 400 as pessoas que contam com a ajuda desta instituição, entre o fornecimento de refeições (no domicílio ou que os próprios vão buscar) e a distribuição mensal de cabazes de alimentos. Daquelas, mais de 20 começaram a ser apoiadas recentemente, na sequência das dificuldades provocadas pela pandemia de covid-19. E a expectativa é de que, ao longo dos próximos dias, haja um aumento de mais 10% no número de pedidos de ajuda, de acordo com a informação enviada ao 7MARGENS pelo bispo da Igreja Lusitana (Comunhão Anglicana) em Portugal, Jorge Pina Cabral.

Diante do número cada vez maior de famílias a passar por dificuldades financeiras, que têm sido “sinalizadas pela comunidade, Segurança Social e Junta de Freguesia”, o Centro Comunitário da AETP está a aceitar donativos de géneros alimentares, e possivelmente virá a necessitar brevemente do apoio de mais voluntários, admite o mesmo responsável.

Neste momento, os serviços estão a ser assegurados por duas equipas (cada uma com dez elementos), que se alternam entre si na distribuição e confeção dos alimentos a cada dez dias úteis e que, na opinião do bispo Jorge Pina Cabral, “têm prestado um serviço muito valioso”.

Para o responsável da Igreja Lusitana em Portugal, é de louvar o facto de todas as trabalhadoras do Centro Comunitário continuarem envolvidas, apesar do “natural risco neste contexto de pandemia”.  E sublinha: “Todas estão com uma grande motivação e espírito de serviço no atual momento. Trata-se de uma ‘linha da frente’ por vezes pouco referida e tida em conta”, mas que faz toda a diferença em situações como esta.

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