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Interior da Catedral de Christ Church, em Oxford. Foto © David Iliff. License: CC BY-SA 3.0

800 anos do Sínodo de Oxford

Igreja Anglicana pede perdão à comunidade judaica

| 09/05/2022

Interior da Catedral de Christ Church, em Oxford. Foto © David Iliff. License: CC BY-SA 3.0

Interior da Catedral de Christ Church, em Oxford. Foto © David Iliff. License: CC BY-SA 3.0

 

 

A Igreja da Inglaterra [anglicana] pediu desculpas à comunidade judaica pelas leis antijudaicas adotadas no Sínodo de Oxford de há 800 anos e que prepararam o caminho que levou à posterior expulsão dos judeus de Inglaterra em 1290, só sendo de novo autorizados a residir no país em 1656.

No serviço religioso especial realizado no domingo 8 de maio na Christ Church Cathedral em Oxford, além de representantes do Arcebispo de Canterbury que oficiaram, estiverem também presentes um bispo da Igreja Católica e o rabino-chefe da Grã-Bretanha, Ephraim Mirvis.

Quer a agência Vatican News, na sua edição de 9 de maio, quer o jornal The Guardian na sua edição de dia 8 de Maio referem a cerimónia com o título “Pedido de desculpas, 800 anos depois”.

A propósito do pedido de perdão, o Arcebispo de Canterbury [primaz anglicano] escreveu: “O culto de hoje é uma oportunidade para lembrar, arrepender-se e reconstrui. Oremos para que ele inspire os cristãos de hoje a rejeitar as formas contemporâneas de anti judaísmo e antissemitismo e a apreciar e receber a dádiva da vida dos nossos vizinhos judeus”.

A Igreja da Inglaterra [anglicana] só foi criada na década de 1530, quando Henrique VIII se separou do Papa, mas os seus líderes insistiram na importância de um pedido de desculpas por ela ser hoje a principal voz do cristianismo na Grã-Bretanha, o que lhe confere o direito e o dever de reconhecer as injustiças que foram feitas.

O Sínodo de Oxford de 1222 aprovou leis que proibiam interações sociais entre judeus e cristãos, impunham um dízimo específico aos judeus e exigiam que usassem um crachá de identificação. Os judeus também foram proibidos de exercer algumas profissões e de construir novas sinagogas.

Outras restrições mais duras contra os judeus seguiram-se ao longo dos anos e acabaram por conduzir à expulsão em massa de perto de três mil judeus, na sequência de um decreto do rei Eduardo I, em 1290.

 

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