Igreja pede “prioridade máxima” para o desarmamento nuclear

| 23 Jun 20

A nuvem nuclear sobre Hiroshima: “O nosso mundo permanece em grave perigo”, alertam os bispos. Foto: Direitos reservados

 

Numa altura que se receia que as negociações entre Rússia e Estados Unidos para estender o prazo do seu acordo de limitação de armas nucleares não sejam bem sucedidas, os bispos norte-americanos e europeus assumem que o cenário de uma guerra nuclear pode não estar assim tão distante. Numa declaração conjunta, os representantes da Igreja Católica pediram esta segunda-feira que seja dada “prioridade máxima” ao controlo de armas e desarmamento nuclear, e deixaram o alerta: “O nosso mundo permanece em grave perigo”.

“Se o Novo Tratado Start expirar em fevereiro de 2021, Estados Unidos e Rússia não terão, pela primeira vez desde 1972, limites juridicamente vinculantes e verificáveis para os seus arsenais nucleares estratégicos, o que também poderá ter implicações significativas para a segurança europeia e a paz global”, pode ler-se na declaração assinada pelo arcebispo David J. Malloy, presidente do Comité Episcopal dos Estados Unidos para a Justiça Internacional e Paz, e pelo arcebispo Rimantas Norvila, presidente da Comissão para as Relações Externas da Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (Comece).

Embora “o horror de uma potencial guerra nuclear” pareça ter ficado distante há muito tempo com o final da guerra fria, “os recentes desdobramentos geopolíticos recordam-nos que o nosso mundo permanece em grave perigo”, advertem os bispos.

A declaração recorda ainda o apelo lançado pelo Papa Francisco em Nagasaki, aquando da sua viagem apostólica ao Japão, em novembro do ano passado: “Oxalá a oração, a busca incansável pela promoção de acordos, a insistência no diálogo sejam as ‘armas’ em que deponhamos a nossa confiança e também a fonte de inspiração dos esforços para construir um mundo de justiça e solidariedade que forneça reais garantias para a paz.”

Referindo-se concretamente às reuniões a decorrer entre Estados Unidos e Rússia, a decorrer em Viena, os bispos convidam assim todos os fiéis a “rezar por um diálogo frutífero que faça progredir o necessário controlo dos armamentos, bem como o desarmamento, promovendo um mundo mais pacífico e justo”.

 

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