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Altos representantes das igrejas membros do Conselho Mundial de Igrejas que participaram na reunião sobre a guerra na Ucrânia. Foto © Marianne Ejdersten/CMI-WCC

Reunião ecuménica

Igrejas denunciam agressão militar contra a Ucrânia 

| 15/06/2022

Altos representantes das igrejas membros do Conselho Mundial de Igrejas que participaram na reunião sobre a guerra na Ucrânia. Foto © Marianne Ejdersten/CMI-WCC

Altos representantes das igrejas membros do Conselho Mundial de Igrejas que participaram na reunião sobre a guerra na Ucrânia. Foto © Marianne Ejdersten/CMI-WCC

 

Altos representantes das igrejas membros do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) de vários países europeus vizinhos da Ucrânia e diretamente afetados pelo conflito atual reuniram-se numa segunda mesa redonda ecuménica, para avaliar os desenvolvimentos mais recentes. 

A primeira constatação desta reunião, realizada em 10 de junho em Bossey, na Suíça, foi para a ausência de representantes russos, de acordo com um comunicado divulgado pelo CMI. “Com grande tristeza e pesar, mais uma vez perdemos a presença de representantes da Igreja Ortodoxa Russa, que prometeram participar na nossa reunião, mas que não o fizeram devido às mudanças ocorridas muito recentemente na hierarquia do Patriarcado de Moscovo”, regista uma mensagem da mesa redonda. “Obviamente, a ausência desses interlocutores-chave constituiu um obstáculo fundamental ao propósito para o qual nos reunimos: diálogo e consulta mútua.”

Os participantes reafirmaram agora de forma veemente a posição ecuménica expressa por aqueles que participaram da primeira mesa redonda, realizada em em 30 de março, especialmente a rejeição da guerra como um ato contrário à vontade de Deus, e do uso da força militar mortífera como meios para resolver conflitos, seja na Ucrânia ou em qualquer outro lugar.

“Reiteramos a nossa denúncia da agressão militar injustificada e ilegal lançada pelos líderes da Federação Russa contra a população do estado soberano da Ucrânia”, afirma a mensagem. “Pedimos novamente um cessar-fogo imediato e o diálogo e as negociações como o único caminho moralmente aceitável.”

Os participantes lembraram novamente as consequências da guerra para as pessoas pobres e vulneráveis ​​em todo o mundo, especialmente no contexto da crescente crise alimentar global e da aceleração do progresso em direção à catástrofe climática. 

“Apesar da ausência de nossos interlocutores russos nesta reunião, voltamos a enfatizar a importância fundamental do CMI como plataforma de encontro e diálogo entre as igrejas e comunidades mais diretamente afetadas por esta guerra”, sintetiza a mensagem. “Esta é a contribuição única e crucial que o movimento ecuménico global pode dar para a resolução pacífica desta crise na qual todos temos nossa esperança e pela qual todos rezamos.”

A mesa redonda sublinhou que o apelo ao diálogo, ao encontro e à busca do entendimento mútuo é a própria essência do ecumenismo. “Divisão e exclusão são antitéticas ao propósito do nosso movimento”, resume a mensagem. “No entanto, rejeitamos firmemente a aparente instrumentalização da linguagem religiosa por líderes políticos e eclesiásticos para apoiar a invasão armada de um país soberano”, concluem.

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