Viagem até sábado

Igrejas e Amnistia apelam a Biden pelos direitos humanos no Médio Oriente

| 14 Jul 2022

Médio Oriente - Foto © Albin Hillert WCC-CMI.jpeg

O Presidente Biden percorre por estes dias uma etapa pelo Médio Oriente. Foto © Albin Hillert/WCC-CMI.jpeg

 

Expropriações de bens, deslocações forçadas de famílias e comunidades palestinianas, expansão de colonatos ameaçando a identidade multi-religiosa e multicultural de Jerusalém e minando a possibilidade de uma solução de dois Estados, aumento de discriminação, abuso, vandalismo, fogo posto e crimes contra cristãos, clero e igrejas.

A lista é dramática, mas é aquela que o secretário-geral em exercício do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) define como retrato da situação na Palestina. Ioan Sauca refere-a na carta que enviou ao Presidente dos EUA, Joe Biden, a propósito da visita que este está a fazer ao Médio Oriente até sábado, 16.  

Na carta, Sauca escreve, de acordo com o texto divulgado pelo CMI: “A sua visita surge numa altura de expropriação e deslocação contínua e crescente de famílias e comunidades palestinianas das suas casas em Jerusalém Oriental e em toda a Cisjordânia.”

Pedindo a Biden que ouça e responda às vozes das igrejas cristãs na Terra Santa, acrescenta o responsável do CMI: “As Igrejas e comunidades cristãs de Jerusalém têm enfrentado ameaças crescentes à sua futura existência na terra do nascimento de Cristo e no próprio local da sua morte e ressurreição.” E exemplifica: “Nos últimos sete meses, nada menos que sete declarações dos chefes das Igrejas em Jerusalém alertaram para estas ameaças contra a antiga presença cristã na Terra Santa, e contra a identidade viva do Bairro Cristão na Cidade Velha de Jerusalém.”

Sauca refere ainda que a “rica diversidade religiosa e social, o status quo histórico e o património da Cidade Santa de Jerusalém estão em perigo iminente.” Por isso, o responsável do CMI – que reúne 350 igrejas protestantes, reformadas, anglicanas e ortodoxas e representa cerca de 580 milhões de cristãos – apela a todos os “que reconhecem Jerusalém como uma cidade sagrada para os três credos e como uma cidade de dois povos” que falem e ajam no sentido de “assegurar esta visão e esta esperança contra aqueles que procuram deslocar, excluir e marginalizar os outros”.

Sauca pede ainda a Biden que ajude a restaurar a esperança de uma paz justa na região: “Rezo para que se inspire nesta visão de paz inclusiva durante a sua visita e para que lhe seja concedida a sabedoria e a força para procurar e perseguir esta paz.”

Também com o olhar centrado no mesmo destinatário, a Amnistia Internacional (AI) divulgou um comunicado, enviado ao 7MARGENS, onde apela a que o Presidente dos EUA condene as “violações sistemáticas de direitos humanos na região”. 

A Amnistia destaca que “a falta de responsabilização do Governo” israelita pelas “graves violações, incluindo crimes de guerra e crimes contra a humanidade, é perpetuada pela política dos EUA”. A Administração Biden e o Congresso dos EUA “devem cessar o fornecimento de armas aos militares israelitas até que seja garantido que esse equipamento não será utilizado para violações graves do direito internacional humanitário e dos direitos humanos, diz a organização de defesa dos diretos humanos. 

Sobre a Arábia Saudita, outra das etapas do périplo de Biden, a organização recorda a “intensa repressão sobre activistas, jornalistas independentes e escritores, que tem feito com que tantas pessoas sejam detidas e presas, na sequência de julgamentos grosseiramente injustos”. O Presidente deveria instar as autoridades sauditas a “libertar imediata e incondicionalmente todas as pessoas detidas por exercerem pacificamente os seus direitos humanos, e a levantar todas as proibições arbitrárias de viagem que lhes foram impostas, a si e aos seus familiares”, diz a organização. 

Em relação ao Egipto, a AI pede que Biden pressione as autoridades para que libertem “todos aqueles que foram detidos arbitrariamente apenas pelo exercício pacífico dos seus direitos humanos ou por razões de discriminação” e encerrem as “investigações criminais sobre o trabalho das ONG de direitos humanos”. 

 

Há menos países a aplicar a pena de morte, mas número de execuções foi o mais elevado em quase uma década

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A Amnistia Internacional (AI) divulgou na madrugada desta quarta-feira, 29 de maio, o seu relatório anual sobre a aplicação da pena de morte a nível mundial, que mostra que em 2023 “ocorreram 1.153 execuções, o que representa um aumento de mais de 30 por cento em relação a 2022”, sendo que “este valor não tem em conta os milhares de execuções que se crê terem sido realizados na China”. Este “foi o valor mais alto registado” pela organização “desde 2015, ano em que houve 1.634 pessoas executadas”.

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O recente ataque a um cristão falsamente acusado de ter queimado páginas do Corão, por uma multidão muçulmana enfurecida, no Paquistão, desencadeou “uma nova vaga de terror” contra a minoria religiosa no país. Depois deste incidente, que aconteceu no passado sábado, 25 de maio, já foram registados outros dois ataques devido a alegados atos de “blasfémia” por parte de cristãos.

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“Segundo uma Promessa” é o título da exposição inaugurada a 18 de maio no Museu Abade de Baçal, em Bragança, e composta por uma centena de pequenos ex-votos, registados em tábuas, que descrevem o autor e o recetor de vários milagres, ao longo dos séculos XVIII e XIX. “O museu tem a obrigação de divulgar e de mostrar ao público algum do património que está disperso pela diocese de Bragança-Miranda”, disse ao 7MONTES Jorge Costa, diretor do museu.

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