Na Argélia

Inaugurada a maior mesquita de África e terceira maior do mundo

| 29 Fev 2024

Grande Mesqita de Argel. Foto Djamaâ el Djazaïr

Além dos impressionantes 265 metros de altura do seu minarete, são 46 os andares do seu edifício principal, do cimo dos quais é possível apreciar uma vista deslumbrante sobre Argel. Foto © Djamaâ el Djazaïr

 

Depois de 12 anos de construção e muitas controvérsias, foi inaugurada no passado fim de semana, na Argélia, aquela que é a maior mesquita do continente africano, a terceira maior do mundo – a seguir às de Medina e de Meca -, e a que tem o mais alto minarete alguma vez erguido. Com cerca de 20 mil metros quadrados e capacidade para acolher 120 mil fiéis, a Djamaâ El-Djazaïr (em português, Grande Mesquita de Argel) é, na verdade, muito mais que uma mesquita.

E bate inúmeros recordes: além dos impressionantes 265 metros de altura do seu minarete (que, segundo a reportagem do La Croix, parece “um foguete ligado ao céu azul celeste”), são 46 os andares do seu edifício principal, do cimo dos quais é possível apreciar uma vista deslumbrante sobre Argel, mas também de toda a mesquita, com as suas enormes sala e esplanada destinadas ao culto, um hotel, um instituto de ciências islâmicas, uma biblioteca com um milhão de livros, inúmeros restaurantes e lojas, e ainda um heliporto.

O projeto foi inicialmente apresentado como “um bastião contra o Islão radical e extremista, outrora fortemente radicado em alguns bairros da cidade”. Mas não se livrou de fortes polémicas ao longo da sua construção. Por um lado, por causa dos sucessivos atrasos (a primeira data prevista para a conclusão era 2016); por outro lado, devido aos custos envolvidos: no início das obras (o valor total tinha sido estimado em mil milhões de euros, mas em 2020 a empresa chinesa responsável pela construção falou em 1,84 mil milhões).

A estas polémicas, juntaram-se ainda dúvidas sobre a conformidade do edifício com as normas sísmicas, que foram ignoradas pelas autoridades argelinas, apesar de a mesquita ter sido construída em terrenos com elevada sismicidade.

Há ainda quem diga, assinala o La Coix, que a nova mesquita é uma afronta à história colonial do país: fica a poucos metros de onde o cardeal Lavigerie, ex-arcebispo de Argel, fundador da Sociedade dos Missionários da África, estabeleceu uma comunidade de Padres Brancos até 1920.

Sonhada pelo ex-Presidente argelino Abdelaziz Bouteflika, que queria que ela fosse o seu legado e chamada de “Mesquita Abdelaziz Bouteflika” (tal como a Mesquita Hassan II, em Marrocos, em homenagem ao antigo rei), a Grande Mesquita de Argel chegou a ter a inauguração prevista para 2019, mas precisamente nesse ano Bouteflika foi forçado a renunciar, após duas décadas no poder, devido aos protestos que varreram o país.

A construção da mesquita – juntamente com uma importante autoestrada nacional e 1 milhão de unidades habitacionais – foi marcada por suspeitas de corrupção durante o seu Governo, acusado de subornos a empreiteiros, depois pagos a funcionários do Estado, recorda o The Guardian.

Foi finalmente inaugurada no passado domingo, 25 de fevereiro, mesmo a tempo do mês sagrado do Ramadão, que se inicia no próximo dia 11 de março, e o secretário-geral da união mundial dos teólogos muçulmanos. Ali Mohamed Salabi, garante: a nova mesquita guiará os fiéis “em direção à bondade e à moderação”.

 

Uma exposição que é “um grito de alerta e de revolta” contra a perseguição religiosa

No Museu Diocesano de Santarém

Uma exposição que é “um grito de alerta e de revolta” contra a perseguição religiosa novidade

Poderá haver quem fique chocado com algumas das peças e instalações que integram a exposição “LIBERDADE GARANTIDA” (escrito assim mesmo, em letras garrafais), que é inaugurada este sábado, 20 de abril, no Museu Diocesano de Santarém. Mas talvez isso até seja positivo, diz o autor, Miguel Cardoso. Porque esta exposição “é uma chamada de atenção, um grito de alerta e de revolta que gostaria que se tornasse num agitar de consciências para a duríssima realidade da perseguição religiosa”, explica. Aqueles que se sentirem preparados, ou simplesmente curiosos, podem visitá-la até ao final do ano.

“Tenho envelhecido de acordo com aquilo que sempre gostaria de ter feito”

“Tenho envelhecido de acordo com aquilo que sempre gostaria de ter feito” novidade

O 7MARGENS irá publicar durante as próximas semanas os depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Este primeiro texto inclui uma pequena introdução de contextualização do autor aos textos que se seguirão, bem como o primeiro de 25 depoimentos. De notar que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Dois meses e meio depois, está na hora de reconstruir

Mosteiro Trapista de Palaçoulo

Dois meses e meio depois, está na hora de reconstruir novidade

As obras de requalificação do Mosteiro Trapista de Palaçoulo já se iniciaram. Numa primeira fase, procedeu-se à retirada de escombros, pela mesma empresa que realizou a construção do mosteiro. Desde o fim do período pascal estão em andamento os processos de reconstrução, tendo estes começado por “destelhar a casa”. Em breve, esperam as irmãs, será possível “voltar a oferecer a hospedaria aos hóspedes”. 

A família nos dias de hoje e não no passado

A família nos dias de hoje e não no passado novidade

Quando dúvidas e confusões surgem no horizonte, importa deixar claro que a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, aprovada pelo Concílio Vaticano II nos apresenta uma noção de família, que recusa uma ideia passadista e fechada, rígida e uniforme. Eis por que razão devemos reler os ensinamentos conciliares, de acordo com a atual perspetiva sinodal proposta pelo Papa Francisco, baseada na liberdade e na responsabilidade.

Convento das Capuchas: “Cem anos depois, aqui estamos… a ver as maravilhas multiplicar-se”

Comprado pela Madre Luiza Andaluz, em 1924

Convento das Capuchas: “Cem anos depois, aqui estamos… a ver as maravilhas multiplicar-se” novidade

Um século volvido sobre a compra do edifício do Convento das Capuchas, em Santarém, por Luiza Andaluz (fundadora da congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima) para ali acolher cerca de cem raparigas que haviam sofrido a pneumónica de 1918 ou que por causa dela tinham ficado órfãs… o que mudou? O 7MARGENS foi descobrir.

A Poesia na Rua

A Poesia na Rua novidade

“É preciso ajudar. Ajudar quem gostaria que a poesia estivesse na rua, que a alegria fosse um privilégio de todos. Ajudá-los contra os que lubrificam a máquina do cinismo e do ódio.” – A reflexão de Eduardo Jorge Madureira, na rubrica À Margem desta semana.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This