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Catedral de Rouen, Arte, Património

Segundo os bombeiros locais

Incêndio na catedral francesa de Rouen foi dominado com sucesso

| 12/07/2024

Catedral de Rouen, Arte, Património

O pináculo da catedral de Rouen a arder: temeu.se a repetição do desastre de Notre-Dame em 2019.. Foto: Direitos Reservados

O fogo que deflagrou na catedral francesa de Rouen (ou Ruão, a noroeste de Paris) foi dominado, informaram os bombeiros locais esta quinta-feira, 11. O incêndio começou no pináculo do edifício, que estava em reparação. O incidente fez temer uma situação semelhante à que aconteceu em Notre-Dame de Paris, em abril de 2019, quando um violento incêndio consumiu uma parte substancial desta catedral.

O presidente da Câmara de Rouen, Nicolas Mayer-Rossignol, confirmou o incidente nas redes sociais, partilhando uma imagem que mostrava o fumo a sair do pináculo da catedral. Segundo o jornal Le Monde, 63 bombeiros e 33 viaturas participaram na operação. As autoridades anunciaram que tinham “controlado o incêndio” em pouco menos de duas horas após o alerta dado ao meio-dia local.

A catedral foi evacuada e foi estabelecido um perímetro de segurança, noticiaram vários media locais. Citando informações do Ministério da Cultura francês, o jornal Le Figaro disse que o incêndio foi causado por “manuseamento incorreto de materiais por parte dos trabalhadores” que se encontravam na obra de reparação.

A catedral de Rouen, conhecida pela sua alta torre e arquitetura gótica, é famosa por constar numa série de pinturas da autoria do pintor impressionista francês Claude Monet, do final do século XIX.

Este incêndio ocorre também num contexto de preocupação com a herança monumental católica francesa. Em 2021, Edouard de Lamaze, presidente do Observatório do Património Religioso em Paris, disse à Catholic News Agency que a cada duas semanas perde-se em França um edifício religioso, devido a vários fatores, incluindo demolição, reaproveitamento ou destruição.

 

Notre-Dame: um debate sobre vitrais

Catedral de Notre Dame, em Paris, na fase de conclusão das obras, após incêndio de abril 2023. Foto © Tony Neves

Notre Dame de Paris, já em fase de conclusão das obras, após o incêndio de abril 2019. Foto © Tony Neves

No processo de reconstrução de Notre-Dame, cuja reabertura está prevista para o próximo dia 8 de dezembro, a Comissão Nacional do Património e da Arquitetura (CNPA) francesa rejeitou por unanimidade dos seus 26 membros o projeto de criação de seis vitrais contemporâneos, noticiou o jornal La Croix. A proposta desses vitrais tinha sido feita pelo arcebispo de Paris, Laurent Ulrich, e pelo Presidente da República, Emmanuel Macron, de modo a substituir os vitrais desenhados pelo arquiteto Eugène Viollet-le-Duc em 1864.

“Por unanimidade, a Comissão Nacional recorda que a criação artística nos monumentos históricos não deve conduzir ao sacrifício de elementos patrimoniais de interesse público do ponto de vista histórico ou artístico”, afirmou Albéric de Montgolfier, presidente da CNPA, num comunicado de imprensa citado pelo mesmo jornal. Os vitrais de

Classificados como monumentos históricos, os vitrais de Viollet-le-Duc estarão “em bom estado, limpos e renovados” depois de terem “escapado ao incêndio”, de acordo com o historiador de arte Alexandre Gady, que redigiu um dos relatórios que serviram de base à decisão da Comissão. Os vitrais “fazem parte integrante da arquitetura da catedral”, insiste o presidente do CNPA. Este organismo é favorável à criação de vitrais em Notre-Dame, mas opõe-se à substituição dos vitrais de Viollet-le-Duc.

Apesar dessa votação, Bernard Blistène, presidente da comissão artística que escolheu sete finalistas para a realização dos vitrais, garantiu que “o processo continua”. E o debate também, pelos vistos.

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