“Excesso de zelo” – assim classificaram fontes do Vaticano à revista Vida Nueva o comportamento de agentes da polícia que tiraram a bandeira de Cuba das mãos de um jovem ativista dos direitos humanos que rezava ajoelhado na praça de S. Pedro, durante o Angelus, no último domingo, 24.
Quitar la bandera cubana a uno de los peregrinos que en silencio y de rodillas oraba por la libertad de #Cuba escuchando al Papa Francisco @Pontifex_es no solo es lamentableme, sino también es repudiable.
Dios escucha nuestro clamor!!@poliziadistato @aciprensa @EWTNespanol pic.twitter.com/zZXlLlJiK4
— Félix Llerena (@FelixLlerenaCUB) October 24, 2021
Enquanto o Vaticano permaneceu oficialmente em silêncio perante as acusações de censura que lhe foram feitas, as mesmas fontes da revista recusaram essa leitura e chamaram a atenção para o facto de nunca terem sido permitidas manifestações de cunho político no local.
De facto, centenas de opositores ao regime cubano manifestaram-se pouco antes nas imediações para denunciar que “mais de 500 dos mil manifestantes presos durante os protestos de 11 de julho passado” em Cuba continuam detidos”. Um número que a Vida Nueva calcula em meia centena pôde entrar na praça de S. Pedro, para rezar, mas sem bandeiras nem cartazes.









