
Intensifica-se a campanha “Regresso a Casa”, ligada ao partido no Governo da Índia, o qual defende que o hinduísmo é a casa comum e a religião original de todos os indianos.. Foto © Studio India
Um grupo de 251 famílias, duas delas muçulmanas e as restantes católicas, correspondente a cerca de mil pessoas, ter-se-á alegadamente convertido à religião hindu no último fim de semana, no estado de Chhattisgarh, no centro da Índia, noticiou uma organização de grupos pró-hindus. Mas o arcebispo católico da região, Victor Henry Thakur, alerta que a informação pode não corresponder à realidade e que se trata de pressão para atingir os cristãos e as suas instituições, numa altura em que se intensifica a campanha “Regresso a Casa”, ligada ao partido no Governo, o qual defende que o hinduísmo é a casa comum e a religião original de todos os indianos.
“Chegou a altura de estarmos unidos e firmes na nossa fé, pois haverá tentativas de dividir as pessoas em nome da religião, casta e credo”, afirmou o arcebispo Thakur em declarações à UCA News nesta segunda-feira, 29 de janeiro, e acrescentando: “Este é apenas o começo, já que as eleições gerais estão marcadas para daqui a dois ou três meses”.
O ritual de “reconversão” envolve lavar os pés com água do rio Ganges. O evento terá ocorrido a 27 de janeiro em Raipur, capital do estado, na presença de Pandit Dhirendra Krishna Shastri, um vidente hindu, e Prabal Pratap Singh Judev, secretário de estado do Partido Bharatiya Janata (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi.
“Hindus que antes sofreram alguma pressão ou ganância e aderiram a outras religiões ou seitas… Eles agora estão a regressar para o Sanatan Dharma [religião eterna]”, disse Judev.
O secretário de estado assinalou ainda que “conversões em grande escala ao cristianismo ocorreram em Chhattisgarh” e, portanto, “a campanha Ghar Wapsi [regresso a casa] avançará com todas as forças”.









