
Padre Stan Swamy, acusado de terrorismo e preso na Índia a 8 de Outubro de 2020. Foto: Direitos reservados.
O jesuíta Stan Swamy, de 84 anos, vai continuar a aguardar julgamento na prisão, por decisão de um tribunal especial da Agência Nacional de Investigação (NIA – a organização de luta antiterrorista da India), que recusou a sua libertação mediante pagamento de caução. A deliberação, que vinha sendo adiada desde o início de fevereiro, foi conhecida esta terça-feira, 23, e “prova que o Governo continua a temer a voz de intelectuais dissidentes”, declarou à agência UCA News o advogado jesuíta, A. Santhanam, que acompanha o processo.
O padre Stan Swamy foi preso, juntamente com outros 15 ativistas dos direitos humanos, a 8 de outubro de 2020, acusado de ligações a um grupo maoísta declarado ilegal pelo governo de Nova Deli. “A NIA deve iniciar de imediato o julgamento, ou então aceitar a pronta libertação de todas as pessoas envolvidas neste processo. Prisão preventiva anos a fio sem julgamento constitui uma clara violação dos direitos humanos”, afirmou Santhanam.
A prisão do Padre Swamy tem sido objeto de várias ações de protesto em diversos países, incluindo Portugal.










