Indígenas são “mais vulneráveis” à covid-19, alerta OMS

| 21 Jul 20

indigenas Colombia covid 19, Foto_ PAHO_Karen González Abril

Um casal de indígenas a usar máscara para se proteger do novo coronavírus, em Bogotá (Colômbia). Foto © PAHO/Karen González Abril

 

As comunidades indígenas, que correspondem a cerca de meio milhão de pessoas em todo o mundo, estão particularmente vulneráveis à pandemia do novo coronavírus devido às condições precárias em que vivem e à intensidade com que o vírus está a alastrar no continente americano, onde vivem na sua maioria, alertou na segunda-feira, 20 de julho, a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A OMS está profundamente preocupada com o impacto do vírus nos povos indígenas das Américas, que continuam a ser o epicentro atual da pandemia”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma conferência de imprensa virtual na sede daquela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra.

“Tal como outros grupos vulneráveis, os povos indígenas enfrentam muitos desafios, incluindo a falta de representação política, marginalização económica e falta de acesso à saúde, educação e serviços sociais”, sublinhou o diretor-geral da OMS. No caso concreto destas comunidades, “têm frequentemente um fardo pesado de pobreza, desemprego, malnutrição e doenças transmissíveis e não transmissíveis, o que os torna mais vulneráveis à covid-19 e às suas graves consequências”, acrescentou.

Segundo dados divulgados pela OMS durante a conferência de imprensa, até ao dia 6 de julho tinham sido identificados mais de 70 mil casos de covid-19 entre os povos indígenas nas Américas, e registadas mais de duas mil mortes. Mais recentemente, pelo menos seis casos foram detetados entre o povo Nahua, na Amazónia peruana.

 

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