
Angola vive dias de expectativa em virtude das eleições do próximo dia 24 de agosto, que irão opor, como habitualmente, sobretudo o MPLA e a UNITA, mas com uma perspetiva de vitória que não está tão desequilibrada para o lado do MPLA, de João Lourenço, como em eleições anteriores.
Neste sentido, crescem os receios de que a parte derrotada nas eleições não saiba ou consiga aceitar o resultado e eleitoral. Há dias, Filomeno Vieira Dias, arcebispo de Luanda, afirmava que este é um “momento desafiador para Angola”. Numa intervenção divulgada pelo portal de notícias do Vaticano, o arcebispo de Luanda destacou que os crentes “têm a oportunidade de dar um exemplo de cultura e amizade cívica”, afirmando que o “testemunho de cada um pode ser fonte de paz, de fraternidade, de união, de diálogo, de respeito e de convivência pacífica”.
Segundo o Observador (artigo só para assinantes), um comunicado de um condomínio de luxo, Jardim de Rosas, indica que a administração admite “perturbação social por inconformidade com o vencedor das eleições de 2022” e indica novas medidas de segurança para evitar que os populares possam entrar e fazer estragos no espaço, como limitar a entrada de empregados nos dias posteriores ao dia 24 de agosto, dia do sufrágio.
A Amnistia Internacional também está preocupada, não com as tensões nas ruas, mas em fazer com que os candidatos “se comprometam, publicamente”, a tomar várias medidas, entre as quais “conduzir investigações rápidas, exaustivas, imparciais, independentes, transparentes e eficazes sobre todos os assassinatos e responsabilizar os suspeitos em julgamentos justos”, ou ainda “assegurar o acesso à justiça e a vias de recurso eficazes para as vítimas e suas famílias”.
Para além disso, a organização pretende que o vencedor as eleições leve “à justiça, em julgamentos justos, todos os membros das forças de segurança acusados de utilizarem força excessiva e letal contra manifestantes pacíficos”, e proporcione também “o acesso à justiça e vias de recurso eficazes às vítimas e suas famílias”, assim como trabalhe “com a comunidade internacional para permitir rapidamente que a ajuda humanitária chegue às vítimas da seca e da fome na região Sul de Angola”.









