Receios de violência pós-eleitoral

Intranquilidade em Angola por causa das eleições

| 16 Ago 2022

 

Angola vive dias de expectativa em virtude das eleições do próximo dia 24 de agosto, que irão opor, como habitualmente, sobretudo o MPLA e a UNITA, mas com uma perspetiva de vitória que não está tão desequilibrada para o lado do MPLA, de João Lourenço, como em eleições anteriores.

Neste sentido, crescem os receios de que a parte derrotada nas eleições não saiba ou consiga aceitar o resultado e eleitoral. Há dias, Filomeno Vieira Dias, arcebispo de Luanda, afirmava que este é um “momento desafiador para Angola”. Numa intervenção divulgada pelo portal de notícias do Vaticano, o arcebispo de Luanda destacou que os crentes “têm a oportunidade de dar um exemplo de cultura e amizade cívica”, afirmando que o “testemunho de cada um pode ser fonte de paz, de fraternidade, de união, de diálogo, de respeito e de convivência pacífica”.

Segundo o Observador (artigo só para assinantes), um comunicado de um condomínio de luxo, Jardim de Rosas, indica que a administração admite “perturbação social por inconformidade com o vencedor das eleições de 2022” e indica novas medidas de segurança para evitar que os populares possam entrar e fazer estragos no espaço, como limitar a entrada de empregados nos dias posteriores ao dia 24 de agosto, dia do sufrágio.

A Amnistia Internacional também está preocupada, não com as tensões nas ruas, mas em fazer com que os candidatos “se comprometam, publicamente”, a tomar várias medidas, entre as quais “conduzir investigações rápidas, exaustivas, imparciais, independentes, transparentes e eficazes sobre todos os assassinatos e responsabilizar os suspeitos em julgamentos justos”, ou ainda “assegurar o acesso à justiça e a vias de recurso eficazes para as vítimas e suas famílias”.

Para além disso, a organização pretende que o vencedor as eleições leve “à justiça, em julgamentos justos, todos os membros das forças de segurança acusados de utilizarem força excessiva e letal contra manifestantes pacíficos”, e proporcione também “o acesso à justiça e vias de recurso eficazes às vítimas e suas famílias”, assim como trabalhe “com a comunidade internacional para permitir rapidamente que a ajuda humanitária chegue às vítimas da seca e da fome na região Sul de Angola”.

 

Uma exposição que é “um grito de alerta e de revolta” contra a perseguição religiosa

No Museu Diocesano de Santarém

Uma exposição que é “um grito de alerta e de revolta” contra a perseguição religiosa novidade

Poderá haver quem fique chocado com algumas das peças e instalações que integram a exposição “LIBERDADE GARANTIDA” (escrito assim mesmo, em letras garrafais), que é inaugurada este sábado, 20 de abril, no Museu Diocesano de Santarém. Mas talvez isso até seja positivo, diz o autor, Miguel Cardoso. Porque esta exposição “é uma chamada de atenção, um grito de alerta e de revolta que gostaria que se tornasse num agitar de consciências para a duríssima realidade da perseguição religiosa”, explica. Aqueles que se sentirem preparados, ou simplesmente curiosos, podem visitá-la até ao final do ano.

“Tenho envelhecido de acordo com aquilo que sempre gostaria de ter feito”

“Tenho envelhecido de acordo com aquilo que sempre gostaria de ter feito” novidade

O 7MARGENS irá publicar durante as próximas semanas os depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Este primeiro texto inclui uma pequena introdução de contextualização do autor aos textos que se seguirão, bem como o primeiro de 25 depoimentos. De notar que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

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Dois meses e meio depois, está na hora de reconstruir

Mosteiro Trapista de Palaçoulo

Dois meses e meio depois, está na hora de reconstruir novidade

As obras de requalificação do Mosteiro Trapista de Palaçoulo já se iniciaram. Numa primeira fase, procedeu-se à retirada de escombros, pela mesma empresa que realizou a construção do mosteiro. Desde o fim do período pascal estão em andamento os processos de reconstrução, tendo estes começado por “destelhar a casa”. Em breve, esperam as irmãs, será possível “voltar a oferecer a hospedaria aos hóspedes”. 

A família nos dias de hoje e não no passado

A família nos dias de hoje e não no passado novidade

Quando dúvidas e confusões surgem no horizonte, importa deixar claro que a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, aprovada pelo Concílio Vaticano II nos apresenta uma noção de família, que recusa uma ideia passadista e fechada, rígida e uniforme. Eis por que razão devemos reler os ensinamentos conciliares, de acordo com a atual perspetiva sinodal proposta pelo Papa Francisco, baseada na liberdade e na responsabilidade.

Convento das Capuchas: “Cem anos depois, aqui estamos… a ver as maravilhas multiplicar-se”

Comprado pela Madre Luiza Andaluz, em 1924

Convento das Capuchas: “Cem anos depois, aqui estamos… a ver as maravilhas multiplicar-se” novidade

Um século volvido sobre a compra do edifício do Convento das Capuchas, em Santarém, por Luiza Andaluz (fundadora da congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima) para ali acolher cerca de cem raparigas que haviam sofrido a pneumónica de 1918 ou que por causa dela tinham ficado órfãs… o que mudou? O 7MARGENS foi descobrir.

A Poesia na Rua

A Poesia na Rua novidade

“É preciso ajudar. Ajudar quem gostaria que a poesia estivesse na rua, que a alegria fosse um privilégio de todos. Ajudá-los contra os que lubrificam a máquina do cinismo e do ódio.” – A reflexão de Eduardo Jorge Madureira, na rubrica À Margem desta semana.

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