Investidura do secretário-geral

Conselho Mundial das Igrejas aponta para “uma nova primavera ecuménica”

| 19 Fev 2023

Jerry Pillay é o novo secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas. Foto retirada de vídeo no Youtube.

 

O teólogo e professor sul-africano Jerry Pillay tornou-se na última sexta-feira formalmente o secretário-geral do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), organização que reúne mais de 350 igrejas e comunidades cristãs de todo o planeta e que o elegeu na última assembleia, em setembro de 2022, que o 7MARGENS acompanhou.

A cerimónia, composta de um tempo de oração, foi seguida de uma sessão de saudações e cumprimentos, na qual intervieram líderes de várias Igrejas, do comité central do CMI, de familiares do novo secretário-geral e de um enviado do Vaticano, no caso o representante permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, em Genebra.

No seu “sermão” de investidura, Jerry Pillar tomou o relógio que trazia consigo como metáfora daquilo que a Igreja deve ser: não adianta se é de ouro ou de prata ou se está ou não ricamente decorado; se não funcionar bem e indicar as horas a quem a ele recorre, torna-se inútil.

Congratulou-se por, depois de tempos que caraterizou como de “inverno do ecumenismo”, aquilo que se passou na mais recente assembleia da CEI ter indiciado o surgimento de “uma nova primavera ecuménica” ou, como também referiu, um “ecumenismo do coração”.

Recordou, nesta linha, que o mundo se encontra “na encruzilhada de uma nova ordem mundial”, em que coexistem graves problemas de desigualdade social, racismo, fundamentalismo religioso, corrupção política, imoralidade, abuso de mulheres e crianças, discriminação de género. É a partir desta encruzilhada que a Igreja [cristã, no seu conjunto]se deve questionar se pretende moldar-se de acordo com as lógicas mundanas ou a partir da missão que Jesus lhe confiou. A “nossa crise de identidade” decorre, segundo o novo líder, de a Igreja se deixar influenciar pelas agendas de outros, esquecendo o que tem de próprio para propor.

O movimento ecuménico precisa, a seu ver, de “fazer uma pausa, orar e comprometer-se na práxis para transformar o mundo, para ajudá-lo a situar-se onde Deus está”. “Diante das injustiças, guerras, conflitos e perigos para a vida e a terra, precisamos de recuperar o nosso testemunho profético”, acrescentou.

 

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