Iraque: Mais 200 famílias cristãs regressam às casas de onde fugiram em 2014

| 13 Nov 2020

cristaos iraque Foto ACN

Duas crianças cristãs, durante a “cerimónia das oliveiras” para 404 refugiados cujas casas foram reconstruídas em 2017, na planície de Nínive (Iraque). Muitas famílias continuam ainda por realojar. Foto: © AIS

 

Seis anos depois de terem sido obrigadas a fugir devido à perseguição por parte das milícias do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), cerca de 200 famílias cristãs estão de volta aos seus lares na cidade de Mosul e em diversas localidades da Planície de Nínive, no Iraque. O regresso deste grupo de deslocados, que se encontrava refugiado na região autónoma do Curdistão iraquiano, foi noticiado esta quinta-feira, 12, pela Agência Fides.

A informação terá sido confirmada por Najim al Jubouri, governador da província de Nínive, segundo o qual pelo menos 90 famílias já regressaram às suas casas na Cidade Velha e no lado este de Mossul, e as restantes 110 regressarão nas próximas semanas, tendo sido asseguradas as condições de segurança e habitabilidade necessárias.

Estas famílias encontravam-se deslocadas desde o verão de 2014, altura em que Mossul e grande parte da província de Nínive ficaram sob o controlo das milícias terroristas. Logo em setembro de 2017, poucas semanas depois da libertação definitiva de Mossul do regime imposto pelo Estado Islâmico, as autoridades locais anunciaram o regresso de cerca de 1.400 famílias cristãs.

Mas um estudo do Movimento Democrático Assírio, citado pelo Middle East Monitor, revela que foram quase 120 mil os cristãos forçados a fugir. No passado domingo, o ministro iraquiano das Migrações anunciou que os campos de refugiados nas províncias de Kirkuk, Salah Al-Din e Anbar seriam encerrados no início de 2021 como parte do plano de realojar as pessoas deslocadas.

O Observatório Euro-Mediterrâneo de Direitos Humanos já alertou, no entanto, as autoridades iraquianas de que a decisão de encerrar campos de refugiados “poderá deixar centenas de milhares de pessoas deslocadas sem abrigo, visto que as suas casas foram destruídas durante os conflitos com o Daesh” e em algumas dessas áreas ainda nem sequer foi reposto o fornecimento de água e eletricidade.

 

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