Irmão David, de Taizé, em Portugal e no Fórum Ecuménico Jovem

| 16 Out 19

Oração de Taizé de uma “pequena fraternidade provisória” no Algarve. Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo, cedida pelo autor

 

O irmão David, de Taizé, irá participar no 20º Fórum Ecuménico Jovem (FEJ), que decorre no próximo dia 26 de Outubro, na Universidade da Beira Interior (Covilhã) e que reunirá cerca de 300 jovens de diferentes confissões cristãs, na expectativa dos organizadores. Até lá, e já com início na próxima sexta-feira, 18, o único português que integra aquela comunidade monástica ecuménica participará na oração das 19h45 na igreja de São Nicolau, na Baixa de Lisboa, que todas as semanas ali se realiza, seguindo ritmos e propostas de Taizé.

“Aproveito esta viagem a Portugal para visitar grupos de jovens e paróquias em várias cidades do país. Desta forma, procuro motivar os jovens que passaram por Taizé a dar continuidade a essa experiência na sua igreja local”, diz o irmão David ao 7MARGENS, explicando as razões e o programa da próxima semana em Portugal. “São muitos os que, inspirados pelo que viveram em Taizé, participam regularmente em orações nas suas terras e se empenham na construção de um mundo mais fraterno e solidário”, acrescenta.

Depois de Lisboa, o irmão David ruma no sábado para Constância, onde decorre o encontro de jovens da diocese de Portalegre-Castelo Branco.

Além de vários encontros com jovens em escolas, haverá orações em Santarém (dia 20, igreja de São Nicolau, 17h), Aveiro (21, Igreja do Carmo, 20h30), Lamego (22, paróquia de Almacave, 21h), Porto (23, Igreja das Taipas, 21h30), Viseu (24, Igreja dos Terceiros de São Francisco, 21h), Fundão (25, Igreja Matriz, 21h30), antes da participação no fórum dos jovens cristãos.

 

“Ser católico implica ser ecuménico”

“Alegro-me de poder participar no 20º Fórum Ecuménico Jovem e de poder encontrar jovens portugueses de diferentes igrejas à volta do tema ‘Atreve-te a Ser’”, diz o irmão David sobre a sua participação no FEJ. “É muito encorajante ver estes jovens que vão ao encontro dos outros, para rezar juntos e lerem juntos a Bíblia. Este ano querem deixar-se interpelar pelas bem-aventuranças.”

O Fórum terá este ano como tema central as bem-aventuranças e ao irmão David caberá uma curta conversa sobre a frase “bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça”, para contar as experiências recentes de acolhimento de refugiados em Taizé. 

“Queremos aprofundar o modo como podemos ser plenamente o que desejamos”, explica João Luís Fontes, 47 anos, professor de História na Universidade Nova e membro do Grupo Ecuménico Nacional. Daí a “primazia dada à ideia do seguimento de Jesus” e de como “aceitar o convite de Jesus é o paradoxo maior”.

A iniciativa decorre em três tempos: de manhã, uma dinâmica sobre o tema; na primeira parte da tarde, os jovens participam em nove curtas conversas sobre cada uma das bem-aventuranças, ao jeito de um jogo de pista, em que vão passando sucessivamente por cada um dos temas; o encontro terminará com uma oração comum.

O FEJ pretende juntar jovens metodistas, lusitanos e presbiterianos (as igrejas do protestantismo histórico), de várias denominações evangélicas e católicos.

“A mensagem vai passando”, diz João Luís Fontes, envolvido na organização do FEJ desde a primeira edição. “Há um caminho ecuménico muito interessante a nível dos departamentos de juventude das diferentes igrejas”. Este responsável sente que, pelo lado católico que representa, se está “sempre a recomeçar”, tendo em conta a mudança da realidade juvenil”. Mas há “caminho assumido também pelos jovens católicos desde o II Concílio do Vaticano de que ser católico também implica ser ecuménico”, assegura.

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