
Leiria-Fátima é uma das dioceses que já criou equipa para a fase diocesana do Sínodo. Foto © Vítor Oliveira
Nos últimos dias, algumas dioceses portuguesas começaram a tomar iniciativas com vista à primeira fase do próximo Sínodo dos Bispos, que acontecerá precisamente ao nível das igrejas locais. Foi, para já, o caso da diocese de Leiria-Fátima e de Bragança-Miranda.
Os passos dados pelos bispos das duas dioceses têm a mesma finalidade – nomear os responsáveis diocesanos pela dinâmica de auscultação e elaboração de um documento-síntese final. Já quanto ao processo seguido, registam-se diferenças entre as duas dioceses. Enquanto, no caso de Leiria-Fátima, o bispo local, António Marto, designou um responsável pelo processo, o qual constituirá, posteriormente uma equipa com a qual vai trabalhar, no que se refere a Bragança, foi designada um grupo de trabalho que coincide com o Secretariado Permanente do Conselho Pastoral da Diocese.
No decreto de nomeação do responsável, o cardeal António Marto informa que atribuiu ao padre José Augusto Pereira Rodrigues a missão de “promover, organizar, coordenar e acompanhar” a consulta e o discernimento sinodal na Diocese de Leiria-Fátima em todas as suas etapas, “incluindo a elaboração da síntese final” que vai ser enviada à Conferência Episcopal Portuguesa.
O decreto de nomeação do bispo António Marto refere que aquele presbítero assume também a tarefa de recolher e apresentar propostas “em ordem à renovação pastoral e administrativa” naquela Igreja diocesana.

Imagem de ecrã do decreto do cardeal Marto de abertura do Sínodo
A diocese de Bragança não esclarece quem, da equipa responsável pelos trabalhos do Sínodo diocesano exercerá a função de referente. Fonte contactada pelo 7Margens admitiu que a responsabilidade possa recair no padre José Manuel Bento Soares, por integrar o Secretariado Permanente e exercer, entre outros, o cargo de vigário episcopal para a Ação Pastoral e Diaconia da Caridade.
Como recorda no decreto o cardeal Marto, o Papa Francisco deseja que o acontecer deste Sínodo dedicado à sinodalidade seja um acontecimento que envolva todo o povo de Deus num itinerário e “dinamismo de escuta recíproca no Espírito Santo”. Trata-se, refere o cardeal Mario Grech, secretário geral do Sínodo dos Bispos, de um “processo sinodal, que deve ser, em sua essência, um evento espiritual de discernimento, ‘cada um à escuta dos outros; e todos à escuta do Espírito Santo’”.
O Sínodo, que terá três fases, inicia-se já em outubro, na sua etapa diocesana. Definir como organizar e promover a escuta, quem e como ouvir são tarefas que, para não serem decididas apressadamente, requerem preparação, maturação e debate. Tendo em conta que estes meses estivais são de maior dispersão, e que o arranque sinodal nas dioceses ocorre a 17 de outubro, não resta muito tempo para o trabalho dos responsáveis agora designados e, mais ainda, para a esmagadora maioria das dioceses que ainda não anunciaram decisões nesta matéria.









