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Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia

"Cuidar das pessoas" é objetivo

Jacinda Ardern lança bolsas de estudo para líderes políticos emergentes que privilegiem a bondade e a empatia

e | 20/06/2024

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia. Foto © Wikimedia Commons.

Um programa de bolsas de estudo para líderes emergentes que privilegiem a bondade e a empatia na tomada de decisões foi anunciado pela ex-primeira-ministra da Nova Zelândia. Jacinda Ardern escreveu na sua página na rede Instagram que a iniciativa pretende “criar uma rede de líderes políticos com ideias semelhantes que utilizam o idealismo pragmático, falam com as pessoas com esperança e otimismo em vez de medo ou culpa, e querem unir-se, em vez de se dividirem, à medida que procuramos resolver os desafios que temos pela frente“.

Patrick Gaspard, diretor executivo do Centro para o Progresso Americano (CAP Action), que apoia a iniciativa, justifica-a com a “ascensão do autoritarismo e a crescente influência da extrema-direita na Europa”, factos que “demonstram a urgência” de um tal programa,

“Este momento exige líderes mais ousados e com princípios que não tenham medo de se manterem firmes nos seus valores e que reorientem a política” para o seu objetivo primeiro: “cuidar das pessoas”.

O projeto pretende apoiar e ligar os governantes que, nas palavras dos organizadores da iniciativa, adotem uma forma alternativa de liderança, que seja centrada no idealismo pragmático baseado na força da bondade e da empatia para desenvolver e criar apoio público para “soluções políticas progressistas capazes de enfrentar problemas complexos”.

“A [ex-]primeira-ministra Jacinda Ardern é a personificação do estilo de liderança que o programa irá incutir nos participantes”, menciona Gaspard. “É mais do que justo que a nossa bolsa inaugural, que terá início este verão, inclua mulheres em cargos de liderança de diferentes países europeus. Ajudará a moldar as ideias que conduzirão a Europa a um futuro mais esperançoso, unificador e otimista”, acrescenta.

Jacinda Ardern acrescentava, na mesma publicação no Instagram, que “o Field é um projeto incrivelmente humilde e emocionante para liderar”, que faz parte do que ela entende ser a sua “missão permanente de ajudar a re-humanizar a liderança e ser útil!”

O programa proporcionará o encontro de líderes de diversos países a fim de desafiar e mudar o status quo da política global. Os participantes terão a oportunidade de explorar soluções práticas no contexto de alguns dos grandes desafios que as comunidades globais enfrentam, como sejam a crise climática e as crescentes desigualdades sociais. Tratar-se-á de um projeto global, sendo o primeiro grupo centrado regionalmente na Europa, no próximo mês de julho, composto por um máximo de 15 participantes.

“A criação de uma bolsa de estudo para que os líderes se apoiem, aprendam e cresçam juntos pode ajudar a restaurar a fé nas soluções progressistas como uma força para o bem e a combater melhor a sombra do extremismo de extrema-direita”, diz Johan Hassel, membro sénior e diretor da Ação para o Progresso Global, a estrutura da CAP Action que lidera o projeto.

A Ação para o Progresso Global apresenta-se como uma incubadora internacional de estratégias e ideias inovadoras à escala global, que se relaciona com líderes, pensadores e decisores políticos, para explorar a forma de ultrapassar obstáculos, avançar com soluções políticas, governar de forma ponderada e moldar sociedades progressistas.

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