O Ponto SJ, portal dos Jesuítas em Portugal, acaba de publicar o manifesto “Por um País sonhado para todos”, onde fica expressa “a visão de um Portugal mais justo e coeso, mobilizado, a crescer e com futuro”. O texto – lido no vídeo que pode ser visto acima – resulta da iniciativa Ponto de Cruz que, ao longo das últimas sete semanas, debateu os principais desafios do país à luz da Doutrina Social da Igreja, e tem como objetivo “inspirar os cidadãos neste tempo de eleições”.
Construído também com o contributo dos leitores do Ponto SJ, o manifesto será enviado para os partidos com assento parlamentar, “para que possam ficar a conhecer os anseios desta comunidade digital”, adiantam os Jesuítas.
Depois de revisitados os quatro principais princípios da Doutrina Social da Igreja (princípio da dignidade da pessoa humana; princípio do bem comum; princípio da subsidiariedade; princípio da solidariedade) e promovida a reflexão sobre a forma como se aplicam à realidade atual e nacional, e de debatidos os temas das desigualdades sociais, da educação, da economia e da participação cívica e política dos jovens, a comunidade digital do Ponto SJ foi então desafiada a participar na construção deste manifesto.
“Qual o seu sonho para Portugal?” foi a pergunta que serviu de mote àquele que consistiu num “exercício de cidadania e sinodalidade”. As respostas estão espelhadas no manifesto e passam por “construir um Portugal que garanta a dignidade a todas as pessoas; que desenvolva políticas orientadas para o bem comum; que pratique a subsidiariedade e a solidariedade de forma próxima e responsável”.

Reconhecendo que “este sonho para Portugal só é possível com o contributo de todos”, o texto expressa o compromisso daqueles que o escreveram para “já hoje” começar a “trabalhar para construí-lo”.
“Aspiramos a um país empenhado em quebrar os ciclos de pobreza e exclusão, em garantir que condições difíceis à nascença não são uma sentença para toda a vida; em que a dignidade humana é respeitada e assegurada de igual modo a todas as pessoas, às que cá nasceram, às que aqui escolheram viver, às que estão no início, na plenitude ou no final da sua vida”, pode ler-se no texto, que pede ainda “um país a desenvolver-se, a gerar mais riqueza para poder distribuir melhor, sem que isso implique sobrecarregar mais as famílias e as empresas”, nem comprometer “o equilíbrio da Casa Comum”.
O manifesto apela ainda a “uma escola atenta aos desafios da digitalização, mas que não ignora a importância das humanidades e das artes, da relação pessoal no ato de ensinar, do tempo e da paciência que exige educar” e ao investimento na cultura, “enquanto possibilidade de expressão, de partilha e de diálogo, e que promova a sua independência e pluralidade, cultivando a beleza e abrindo-se à dimensão espiritual da existência humana”.
Referindo-se ao “mundo global e extremado” em que vivemos, o texto apela ainda a “uma nova ética das relações internacionais, que evite que os esforços de desenvolvimento dos países mais frágeis esbarrem contra a avidez de crescimento dos mais ricos” e defende que “as religiões possam contribuir para a construção da paz e para pensar, com todos, as respostas aos desafios do nosso tempo”.
Aos políticos, o manifesto deixa também um apelo concreto; que “sejam exigentes e sérios na palavra e na ação, capazes de olhar a realidade na sua complexidade e de assumir compromissos realistas que passem por consultas e consensos alargados e medidas exequíveis”.
E reconhecendo que “este sonho para Portugal só é possível com o contributo de todos”, o texto expressa o compromisso daqueles que o escreveram para “já hoje” começar a “trabalhar para construí-lo”.









