"Por um país sonhado por todos"

Jesuítas divulgam manifesto para “inspirar os cidadãos neste tempo de eleições”

| 8 Mar 2024

O Ponto SJ, portal dos Jesuítas em Portugal, acaba de publicar o manifesto “Por um País sonhado para todos”, onde fica expressa “a visão de um Portugal mais justo e coeso, mobilizado, a crescer e com futuro”. O texto – lido no vídeo que pode ser visto acima – resulta da iniciativa Ponto de Cruz que, ao longo das últimas sete semanas, debateu os principais desafios do país à luz da Doutrina Social da Igreja, e tem como objetivo “inspirar os cidadãos neste tempo de eleições”.

Construído também com o contributo dos leitores do Ponto SJ, o manifesto será enviado para os partidos com assento parlamentar, “para que possam ficar a conhecer os anseios desta comunidade digital”, adiantam os Jesuítas.

Depois de revisitados os quatro principais princípios da Doutrina Social da Igreja (princípio da dignidade da pessoa humanaprincípio do bem comumprincípio da subsidiariedadeprincípio da solidariedade) e promovida a reflexão sobre a forma como se aplicam à realidade atual e nacional, e de debatidos os temas das desigualdades sociais, da educação, da economia e da participação cívica e política dos jovens, a comunidade digital do Ponto SJ foi então desafiada a participar na construção deste manifesto.

“Qual o seu sonho para Portugal?” foi a pergunta que serviu de mote àquele que consistiu num “exercício de cidadania e sinodalidade”. As respostas estão espelhadas no manifesto e passam por “construir um Portugal que garanta a dignidade a todas as pessoas; que desenvolva políticas orientadas para o bem comum; que pratique a subsidiariedade e a solidariedade de forma próxima e responsável”.

Manifesto Ponto SJ

Reconhecendo que “este sonho para Portugal só é possível com o contributo de todos”, o texto expressa o compromisso daqueles que o escreveram para “já hoje” começar a “trabalhar para construí-lo”.

 

“Aspiramos a um país empenhado em quebrar os ciclos de pobreza e exclusão, em garantir que condições difíceis à nascença não são uma sentença para toda a vida; em que a dignidade humana é respeitada e assegurada de igual modo a todas as pessoas, às que cá nasceram, às que aqui escolheram viver, às que estão no início, na plenitude ou no final da sua vida”, pode ler-se no texto, que pede ainda “um país a desenvolver-se, a gerar mais riqueza para poder distribuir melhor, sem que isso implique sobrecarregar mais as famílias e as empresas”, nem comprometer “o equilíbrio da Casa Comum”.

O manifesto apela ainda a “uma escola atenta aos desafios da digitalização, mas que não ignora a importância das humanidades e das artes, da relação pessoal no ato de ensinar, do tempo e da paciência que exige educar” e ao investimento na cultura, “enquanto possibilidade de expressão, de partilha e de diálogo, e que promova a sua independência e pluralidade, cultivando a beleza e abrindo-se à dimensão espiritual da existência humana”.

Referindo-se ao “mundo global e extremado” em que vivemos, o texto apela ainda a “uma nova ética das relações internacionais, que evite que os esforços de desenvolvimento dos países mais frágeis esbarrem contra a avidez de crescimento dos mais ricos” e defende que “as religiões possam contribuir para a construção da paz e para pensar, com todos, as respostas aos desafios do nosso tempo”.

Aos políticos, o manifesto deixa também um apelo concreto; que “sejam exigentes e sérios na palavra e na ação, capazes de olhar a realidade na sua complexidade e de assumir compromissos realistas que passem por consultas e consensos alargados e medidas exequíveis”.

E reconhecendo que “este sonho para Portugal só é possível com o contributo de todos”, o texto expressa o compromisso daqueles que o escreveram para “já hoje” começar a “trabalhar para construí-lo”.

 

Patriarca de Lisboa convida “todos” para “momento raro” na Igreja

A um mês da ordenação de dois bispos

Patriarca de Lisboa convida “todos” para “momento raro” na Igreja novidade

O patriarca de Lisboa, Rui Valério, escreveu uma carta a convocar “todos – sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e fiéis leigos” da diocese para estarem presentes naquele que será o “momento raro da ordenação episcopal de dois presbíteros”. A ordenação dos novos bispos auxiliares de Lisboa, Nuno Isidro e Alexandre Palma, está marcada para o próximo dia 21 de julho, às 16 horas, na Igreja de Santa Maria de Belém (Mosteiro dos Jerónimos).

O exemplo de Maria João Sande Lemos

O exemplo de Maria João Sande Lemos novidade

Se há exemplo de ativismo religioso e cívico enquanto impulso permanente em prol da solidariedade, da dignidade humana e das boas causas é o de Maria João Sande Lemos (1938-2024), que há pouco nos deixou. Conheci-a, por razões familiares, antes de nos encontrarmos no então PPD, sempre com o mesmo espírito de entrega total. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins]

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

“Sempre pensei envelhecer como queria viver”

Modos de envelhecer (19)

“Sempre pensei envelhecer como queria viver” novidade

O 7MARGENS iniciou a publicação de depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Publicamos hoje o décimo nono depoimento do total de vinte e cinco. Informamos que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

“O 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba”

“O 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba” novidade

O último dia de “Reflexos e Reflexões” prometia uma tarde bem preenchida: o debate sobre “o 7 de outubro, a guerra em Gaza e as sombras da Shoah e da Nakba”, e a peça de teatro “House”, de Amos Gitai, pelo teatro La Colline. Aqui deixo uma síntese do debate, que tentei fazer com a maior fidedignidade possível, a partir dos apontamentos que fui tomando (era proibido tirar fotografias ou fazer gravações, para garantir que todos se sentiam mais livres para falar). [Texto de Helena Araújo]

Sínodo, agora, é em Roma… que aqui já acabou

Sínodo, agora, é em Roma… que aqui já acabou novidade

Em que vai, afinal, desembocar o esforço reformador do atual Papa, sobretudo com o processo sinodal que lançou em 2021? Que se pode esperar daquela que já foi considerada a maior auscultação de pessoas alguma vez feita à escala do planeta? – A reflexão de Manuel Pinto, para ler no À Margem desta semana

Nada se perde: um antigo colégio dos Salesianos é o novo centro de acolhimento do Serviço Jesuíta aos Refugiados

Inaugurado em Vendas Novas

Nada se perde: um antigo colégio dos Salesianos é o novo centro de acolhimento do Serviço Jesuíta aos Refugiados novidade

O apelo foi feito pelo Papa Francisco: utilizar os espaços da Igreja Católica devolutos ou sem uso para respostas humanitárias. Os Salesianos e os Jesuítas em Portugal aceitaram o desafio e, do antigo colégio de uns, nasceu o novo centro de acolhimento de emergência para refugiados de outros. Fica em Vendas Novas, tem capacidade para 120 pessoas, e promete ser amigo das famílias, do ambiente, e da comunidade em que se insere.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This