Conflito traduz "ferida aberta", diz comunicado

Jesuítas sobre Gaza: “Não podemos ficar calados!”

| 1 Abr 2024

Palestinians evacuate the area following an Israeli airstrike on the Sousi mosque in Gaza City on October 9, 2023. AFPMahmud Hams, via UNOCHA

“A escolha da morte em vez da vida, da vingança em vez da reconciliação, do erro em vez da justiça, do interesse próprio em vez do relacionamento, da violência em vez do diálogo é uma escolha e não um destino predestinado”, sublinham os jesuítas. Foto © AFP/Mahmud Hams, via UNOCHA

 

“Quase seis meses de guerra em Gaza e as armas não se calaram. Nós, os membros da Companhia de Jesus (os Jesuítas), como tantos outros católicos, cristãos, homens e mulheres de todas as religiões e não crentes, recusamo-nos a ficar em silêncio.” Foi desta forma que a Companhia, ao nível global, veio a público, com uma posição tomada na passada sexta-feira, 29 de março, dia em que os cristãos assinalavam a paixão e morte de Jesus.

“Após os horrores dos ataques ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, dos massivos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza, e da ofensiva terrestre que deixou a maior parte da Faixa de Gaza em ruínas, somos agora testemunhas da fome e da propagação de doenças em Gaza”, afirma o comunicado da Companhia de Jesus.

A posição recorda as dezenas de milhares de pessoas que morreram, referindo quase 1.800 israelitas e mais de 32 mil palestinianos (sem incluir aqueles que ainda não foram desenterrados dos escombros). “Além das vidas ceifadas, há centenas de milhares de vidas arruinadas, de pessoas feridas, sem abrigo e agora famintas e atingidas por doenças”, acentua o texto.

Defendendo que “existem outras escolhas que poderiam ser feitas”, os jesuítas dizem serinaceitável que, apesar das tentativas, quase seis meses após a atual fase de conflito, ninguém tenha conseguido impedir a matança”.

“A escolha da morte em vez da vida, da vingança em vez da reconciliação, do erro em vez da justiça, do interesse próprio em vez do relacionamento, da violência em vez do diálogo é uma escolha e não um destino predestinado”, acrescentam.

A denúncia prossegue apontando aspetos de escândalo e de vergonha:

“É escandaloso que ninguém tenha conseguido garantir que os residentes de Gaza tenham o suficiente para comer. É vergonhoso que ninguém tenha conseguido responsabilizar os fomentadores da guerra. Infelizmente, recordamos que um conflito em curso na terra chamada a ser santa foi autorizado a continuar e a apodrecer como uma ferida aberta na face do Médio Oriente”.

Em sintonia com o Papa Francisco, quando afirma que toda a guerra é uma derrota, os jesuítas apelam a um cessar-fogo imediato, à libertação de todos os reféns do 7 de outubro, a negociações e ao início de um processo que traga “liberdade e justiça para todos no Médio Oriente, o único caminho para a verdadeira paz”.

 

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