Encontro em Roma

JMJ foi “mais-valia para o surgir de grupos de jovens lusófonos”

| 31 Out 2023

JMJ-Missa de abertura Foto ©️Sebastiao Roxo : JMJ Lisboa 2023

Missa de abertura da JMJ Lisboa 2023. Portugal foi “exemplo de genuína hospitalidade, testemunho de voluntariado e excelente cooperação entre paróquias e municípios”. Foto ©️ Sebastiao Roxo/JMJ Lisboa 2023

 

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorreu no passado mês de agosto em Lisboa, “foi para as Comunidades da Diáspora Portuguesa uma ‘mais-valia’ para o surgir e consolidar de grupos de jovens lusófonos”. Esta é uma das conclusões do encontro que reuniu os missionários da diáspora da língua portuguesa entre os passados dias 23 e 27 de outubro, em Roma (Itália), para refletir sobre o tema a “diversidade de rostos da Igreja”.

O encontro, que contou com a participação da professora Teresa Messias, da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, do padre Fabio Baggio, subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, do monsenhor Mário Rui de Oliveira, do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e de Daniela Moretti, da Comunidade Sant’ Egídio de Roma, permitiu ainda concluir que a JMJ “apresentou Portugal como um exemplo de genuína hospitalidade, testemunho de voluntariado e excelente cooperação entre paróquias e municípios”.

A partir da reflexão suscitada pelas diversas conferências ao longo do encontro, os participantes verificaram que “as igrejas locais na Europa apresentam uma diversidade de modelos pastorais, consoante a particular situação eclesial, no acompanhamento espiritual e missionário dos migrantes e refugiados ao ponto de, em certos casos, se afastarem das Orientações Pastorais Comuns do Dicastério para o sector da Mobilidade Humana”, pode ler-se no comunicado enviado ao 7MARGENS.

Conscientes de que, “no diálogo intercultural e inter-religioso, as tensões e resistências fazem parte do caminho de construção de uma comunidade/paróquia que a todos quer incluir”, os missionários da diáspora da língua portuguesa reconheceram que “o processo de inculturação da fé exige conhecimento, escuta, discernimento e oração à luz da dinâmica pascal: paixão, morte e ressurreição”.

Em suma, referem na nota conclusiva, “a dimensão da Universalidade da Fé e da Igreja vivem-se na comunhão, participação e missão na igreja particular e sinodal onde os migrantes e refugiados, com o desejo de uma vida melhor, são sinais vivos de Novos Tempos e artífices providenciais de Nova Terra”.

 

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