Reunião entre responsáveis do Estado e Igreja

JMJ já tem mais de 600 mil inscritos e afirmará “cultura de paz”

| 13 Mai 2023

Responsáveis do Estado português, da Santa Sé e da JMJ com voluntários na sede do Comité Organizador Local. Foto do Twitter da Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares.

 

Mais de 600 mil peregrinos inscreveram-se até este sábado, 13 de Maio, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realiza entre 1 e 6 de Agosto em Lisboa, disse o presidente da Fundação JMJ.

“Na primeira fase já são mais de 600 mil jovens que manifestaram interesse em participar nessa jornada. Dessa primeira fase para as outras há um caminho, mas é um número muito significativo comparando com outras jornadas”, disse o bispo Américo Aguiar, durante uma visita à sede da Fundação JMJ, em Lisboa, do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, e do primeiro-ministro português, António Costa, além do patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, da ministra dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, que tutela a preparação da JMJ, e dos seus colegas da Saúde, Manuel Pizarro, e Administração Interna, José Luís Carneiro.

Citado pela Lusa, de acordo com um despacho reproduzido pela Visão, o bispo auxiliar de Lisboa adiantou que naquele lote de inscritos está representada “a quase totalidade dos países do mundo“.

Será, por isso, uma oportunidade de promover “uma cultura de paz e convivência pacífica”, disse o secretário de Estado do Vaticano. O cardeal Parolin, que presidiu às cerimónias do 13 de Maio em Fátima, acrescentou que

Pietro Parolin, que presidiu às celebrações do 13 de Maio em Fátima, destacou a colaboração entre a Igreja e as entidades públicas portuguesas na preparação da encontro: “O sucesso da JMJ começa aqui. Cada JMJ correu bem na medida em que é bem preparada. Essa preparação torna-se importante nos aspectos organizativos e logístico.”

O primeiro-ministro António Costa como que em resposta, destacou também a importância da convocatória feita pelo Papa a jovens crentes e não-crentes: “Num mundo onde somos marcados pela guerra, pelos conflitos, as divisões e separações, a melhor forma de responder é fazer o contrário: juntar, quando se quer separar; falar de paz, quando há uma guerra; e é, sobretudo, aprendermos todos que partilhar este mundo é aprender a conhecer-se melhor, a diferença de cada um.”

António Costa elogiou ainda o trabalho da Igreja Católica para que a JMJ seja “um grande sucesso”, e afirmou que a realização desta iniciativa é “uma extraordinária oportunidade” para a reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa e Loures, 25 anos depois da realização da Expo 98.

Para António Costa, a JMJ “é uma mensagem que o Papa Francisco quer dirigir ao conjunto da humanidade, a partir dos jovens, crentes e não-crentes”, colocando as novas gerações no centro do “desenvolvimento coletivo”. Com a segunda visita do Papa a Portugal, esse será “seguramente um excelente motivo” para celebrar com a juventude “do mundo aquilo que é a ambição de um futuro de prosperidade e de paz para toda a humanidade”, acrescentou.

O cardeal Pietro Parolin com o primeiro-ministro, António Costa, e, em segundo plano, a ministra Ana Catarina Mendes, os ministros da Administração Interna e da Saúde, e o embaixador de Portugal na Santa Sé, Domingos Fezas Vital. Foto do Twitter oficial do primeiro-ministro.

 

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude, que decorrerá entre 1 e 6 de Agosto, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma (Itália), tendo já passado por Buenos Aires (Argentina, 1987), Santiago de Compostela (Espanha, 1989), Czestochowa (Polónia, 1991), Denver (EUA, 1993), Manila (Filipinas, 1995), Paris (França, 1997), Roma (Itália, 2000), Toronto (Canadá, 2002), Colónia (Alemanha, 2005), Sidney (Austrália, 2008), Madrid (Espanha, 2011), Rio de Janeiro (Brasil, 2013), Cracóvia (Polónia, 2016) e Panamá (2019).

A edição deste ano, que será encerrada pelo Papa, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia da covid-19.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJLisboa2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano, após a celebração do Angelus. Este gesto marcou a abertura mundial das inscrições para o encontro mundial de jovens com o Papa.

 

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