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grupo de jovens, foto JMJ Lisboa 2023

Inspirado no processo sinodal

Jovens vão dizer aos bispos o que querem discutir, num modelo inédito de catequeses da JMJ

| 30/03/2023

grupo de jovens, foto JMJ Lisboa 2023

“Queremos que os jovens se sintam ouvidos e verdadeiramente participantes”, sublinha a organização da Jornada. Foto © JMJ Lisboa 2023.

 

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 vai inaugurar um novo modelo de catequeses com os bispos, em que os jovens serão “os verdadeiros protagonistas”. Pela primeira vez na história das Jornadas, os jovens de todo o mundo são desafiados a refletir previamente sobre os temas dessas catequeses (as quais mudam de designação e passam a chamar-se encontros) e a partilhar com a organização da JMJ os resultados dessa reflexão. Os encontros, que ocuparão as manhãs de dias 2, 3 e 4 de agosto, serão preparados tendo em conta esses contributos, soube o 7MARGENS em primeira mão junto do Comité Organizador Local (COL) da JMJ.

Intitulados Rise UP (em português, Levanta-te), os encontros com os bispos serão subordinados a três “grandes temas lançados no pontificado do Papa Francisco”: Ecologia Integral, Amizade Social e Misericórdia, adiantou Matilde Cortez Pinto, que integra a direção pastoral da JMJ Lisboa 2023 e é responsável pelos encontros Rise UP. “A cada um dos temas – acrescenta – está associado um documento do Papa: as encíclicas Laudato Si’ e Fratelli Tutti e a exortação apostólica Christus Vivit“.

Os “encontros preparatórios Rise UP” deverão começar já em abril, e desenvolver-se em três fases: a primeira, subordinada ao mote “Escutar”, para que os jovens “possam refletir e expressar livremente o que sentem e pensam sobre os temas”. A etapa seguinte, intitulada “Sonhar”, será dedicada ao “diálogo entre os participantes sobre possibilidades de caminho futuro (O que sinto diante do que ouvi? A que me inspira?)”. Por fim, na terceira fase, “Levantar-se”, os jovens deverão fazer “a síntese final dos encontros”, a qual deverá depois ser partilhada na plataforma JMJ Lisboa 2023, “de modo a dar continuidade a esta reflexão conjunta”.

No primeiro dia útil de cada mês, de abril até junho, serão disponibilizados no site da JMJ Lisboa 2023 materiais de apoio à reflexão. “Estes materiais irão incluir uma passagem do Evangelho, citações do Papa, pistas de reflexão individual e questões para refletirem em grupo”, explica Matilde Cortez Pinto. “Disponibilizaremos também vídeos alusivos a cada um dos temas, e tudo isto sempre nas cinco línguas oficiais da JMJ: português, inglês, espanhol, francês e italiano”, acrescenta.

 

Em resposta ao desafio lançado pelo Papa

 

Este modelo inédito inspira-se na experiência do Sínodo 2021-2024, atualmente em curso na Igreja, em que o Papa Francisco desafia todo o “Povo de Deus” a discernir conjuntamente como avançar em direção a uma Igreja mais sinodal, e cujo processo tem também vindo a desenvolver-se por etapas, começando pelos encontros a nível paroquial, depois diocesano, nacional e continental, e que culminarão na fase universal.

“Os encontros Rise UP surgem como resposta a esse desafio que o Papa fez à Igreja toda e em concreto aos jovens, de sermos protagonistas neste caminho sinodal… A Jornada pretende acompanhar esse caminho da Igreja universal”, sublinha a responsável, a propósito deste novo modelo de catequeses.

Os encontros preparatórios serão, assim, abertos aos jovens de todo o mundo e não apenas aos que vão participar na JMJ Lisboa 2023, “desde grupos de catequese, grupos de jovens, movimentos e realidades eclesiais ligados à juventude e à pastoral universitária”, esclarece Matilde Cortez Pinto. Os grupos poderão organizar as sessões de acordo com as suas especificidades e necessidades e, em junho, será disponibilizado no site da JMJ um formulário “para que apresentem as conclusões das suas reflexões”.

O primeiro convite à participação dos jovens é lançado esta sexta-feira, 31 de março, nas redes sociais da JMJ Lisboa 2023, através do vídeo que pode ser visto acima. “Queremos chegar aos jovens de cada paróquia e comunidade em Portugal e no mundo inteiro, por isso trabalhamos também em estreita colaboração com os Comités Organizadores Diocesanos (COD) e com as conferências episcopais dos vários países”, diz a coordenadora desta iniciativa. “Queremos que os jovens se sintam ouvidos e verdadeiramente participantes e acreditamos que vamos receber material muito rico, de diferentes nacionalidades, culturas, contextos e carismas”, conclui.

 

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