Declaração a propósito do Dia da Terra

JMJ Lisboa quer ser a “mais sustentável de sempre”

| 23 Abr 2022

JMJ, ecologia, bicicleta.

A declaração diz que a JMJ de Lisboa quer deixar “um legado positivo duradouro”. Foto © JMJ Lisboa 2023

 

A organização da JMJ Lisboa 2023 divulgou uma carta-compromisso em que propõe que a iniciativa seja a “mais sustentável de sempre”. A carta, enviada ao 7MARGENS, afirma que a jornada de Lisboa pretende ter na sua génese “o conceito de ecologia integral” e ser “uma referência no compromisso com a sustentabilidade”, de modo a deixar “um legado positivo duradouro no território, na comunidade em geral, na equipa, nos parceiros, nos voluntários e nos peregrinos”.

Nesse sentido, diz o documento com o título “Juntos por uma Jornada Mundial da Juventude mais sustentável”, pretende-se basear a preparação da JMJ nos objetivos de sustentabilidade “abraçados mundialmente”, como os Objectivos Laudato Si’, inspirados na encíclica do Papa, e os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Agenda 2030 das Nações Unidas.

As encíclicas do Papa Francisco Laudato Si’ (dedicada ao ambiente e à casa comum) e Fratelli Tutti (sobre a fraternidade), bem como exortação apostólica Christus Vivit, dirigida aos jovens, serão os “pilares” da JMJ Lisboa 2023, acrescenta o texto, divulgado sexta-feira, 22, quando se assinalou o Dia da Terra.

É sob essa tripla inspiração e os apelos do Papa Francisco a viver “segundo os valores da fraternidade universal e do cuidado com a Casa Comum que a JMJ fará “da sustentabilidade um objectivo central da sua preparação e realização.

“Tudo está ligado. A preocupação com o Ambiente deve, assim, ser associada a um amor sincero pelos nossos semelhantes e a um compromisso inabalável de resolver os problemas da sociedade”, diz ainda o documento, citando a encíclica Laudato Si’.

Este compromisso será possível partindo da “sobriedade de cada um” em relação à utilização dos bens, assim como “a honestidade de fazer o melhor possível”.

A JMJ Lisboa 2023 decorre entre 1 e 6 de Agosto do próximo ano e incluirá a presença do Papa, pelo menos no fim de semana. Os primeiros dias serão preenchidos com actividades culturais, catequeses em diferentes cidades portuguesas e em diversas zonas de Lisboa. Nos dois últimos dias, com o Papa, a actividade centra-se no Parque Tejo.

 

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal

Intervenção de Borges de Pinho na CEP

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal novidade

Há quem continue a pensar que sinodalidade é mais uma “palavra de moda”, que perderá a sua relevância com o tempo. Esquece-se, porventura, que já há décadas falamos repetidamente de comunhão, corresponsabilidade e participação. Sobretudo, ignoram-se os princípios fundacionais e fundantes da Igreja e os critérios que daí decorrem para o ser cristão e a vida eclesial.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

De 1 a 31 de Julho

Helpo promove oficina de voluntariado internacional

  Encerram nesta sexta-feira, 24 de Junho, as inscrições para a Oficina de Voluntariado Internacional da Helpo, que decorre entre 1 e 3 de Julho. A iniciativa é aberta a quem se pretenda candidatar ao Programa de Voluntariado da Organização Não Governamental para...

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Jesuíta morreu aos 80 anos

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Por onde passou lançava projectos, dinamizava equipas, deixava-as a seguir para partir para outras aventuras, sempre com a mesma atitude. Poucos dias antes de completar 80 anos, no passado dia 2 de Junho, dizia na que seria a última entrevista que, se morresse daí a dias, morreria “de papo cheio”. Assim foi: o padre jesuíta António Vaz Pinto, nascido em 1942 em Arouca, 11º de 12 irmãos, morreu nesta sexta-feira, 1 de Julho, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 8, na sequência de um tumor pulmonar que foi diagnosticado nessa altura.

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Testemunho de uma mulher vítima

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Na conferência de imprensa da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que decorreu quinta-feira, 30 de junho, em Lisboa, foram lidos três testemunhos de vítimas de abusos, cujo anonimato foi mantido. Num dos casos, uma mulher de 50 anos fala do trauma que os abusos sofridos lhe deixaram e de como decidiu contar a sua história a um bispo, sentindo ainda assim que a sua versão não era plenamente aceite como verdadeira.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This