Campeonato de futebol

Jogo perigoso? Portugal deve avaliar riscos do Mundial 2030

| 22 Jun 2024

Campeonato do Mundo de Futebol, da FIFA. Foto © Unsplash.

Há riscos em matéria de direitos humanos associados aos Mundiais da FIFA em 2030 e 2034, alerta a Amnistia Internacional. Foto © Unsplash.

A Amnistia Internacional Portugal lançou uma ação urgente para que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresente, na candidatura conjunta ao Mundial de 2030, “uma avaliação de riscos de direitos humanos, elaborada por uma entidade externa, e um plano de mitigação desses mesmos riscos”. 

Em causa, está o relatório “A jogar um jogo perigoso? Riscos em matéria de Direitos Humanos associados aos campeonatos do mundo da FIFA 2030 e 2034”, apresentado no dia 6 de junho, que identificou “os principais riscos a considerar pela FIFA e pelos países candidatos, com o intuito de impedir violações dos direitos humanos durante a preparação e a realização dos Mundiais de Futebol”.  

Segundo a organização de direitos humanos, “Portugal está envolvido na única candidatura ao Mundial 2030, juntamente com Espanha e Marrocos. Os três países terão de formalizar essa candidatura até ao final de julho, apresentando, entre outros documentos, uma avaliação de riscos de direitos humanos, elaborada por uma entidade externa, e um plano de mitigação desses mesmos riscos”. 

De acordo com a secção portuguesa da Amnistia Internacional, “representantes dos adeptos, sindicatos, grupos de direitos humanos e outros membros da sociedade civil deviam ser envolvidos na elaboração dessa proposta, mas até agora isso não aconteceu”.

“A história demonstra que o Campeonato do Mundo pode ser uma fonte de dignidade ou de exploração, de inclusão ou de discriminação, de liberdade ou de repressão”.

A Amnistia Internacional “desafia qualquer pessoa a enviar um e-mail ao presidente da FPF, Fernando Gomes”, para “alertar para os vários riscos de direitos humanos inerentes à organização do Campeonato do Mundo em Portugal e às recomendações para que esses riscos sejam eliminados (ou, pelo menos, mitigados)”, e pedindo ainda que a FPF consulte, “de forma significativa”, os representantes de adeptos, sindicatos, grupos de direitos humanos e outros na elaboração dessa proposta.

A organização preparou uma sugestão de e-mail, com o título e conteúdo, que pode ser encontrada na página da Amnistia e enviada para candidatura2030@fpf.pt.

 

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