
Papa Francisco: “Fico feliz em anunciar que, de 25 a 26 de maio, celebraremos o Primeiro Dia Mundial da Criança na Cidade do Vaticano. (…)Tal como Jesus, queremos colocar as crianças no centro e cuidar delas “. Foto retirada do site do evento (https://www.worldchildrenday.org/en/)
A iniciativa do Papa Francisco de propor à Igreja Católica a celebração da primeira Jornada Mundial das Crianças, que vai ter lugar nos dias 25 e 26 de maio, constará de uma grande festa-celebração em Roma e de programas em sintonia com esse dia da iniciativa de cada diocese, em todos os continentes. Entretanto, está já disponível na internet um portal alusivo ao acontecimento.
Para organizar esta Jornada Mundial, anunciada em 8 de dezembro último, o Papa encarregou o Dicastério para a Cultura e a Educação cujo prefeito é o cardeal português José Tolentino Mendonça e nomeou o frade Enzo Fortunato a tarefa de coordenar a execução do evento. Enzo Fortunato, que terá de pôr de pé uma iniciativa global em poucos meses, pertence à Ordem dos Frades Menores Conventuais e desempenhou o cargo de diretor do gabinete de Imprensa do Convento de Assis, em Itália.
O cardeal Tolentino Mendonça aludiu, numa carta dirigida aos bispos do mundo inteiro, que o curto tempo disponível para pôr de pé esta primeira edição fará dela “mais o ensaio de um concerto do que o próprio concerto, mais uma semente do que uma árvore”.
Nos atos da Jornada romana os organizadores contam com delegações de meninos e meninas de diferentes países, que constituirão as “delegações nacionais”; já no plano diocesano, a “organização criativa” da Jornada é deixada à iniciativa de cada uma delas.
Respondendo à pergunta “porque é que o Papa quer encontrar-se com as crianças?”, Tolentino responde com o Evangelho e o seu anúncio aos mais pequenos e cita passagens em que Jesus se encontrou com crianças: ressuscitou uma menina, pedindo aos pais que lhe dessem de comer; despertou um menino dos mortos, devolvendo-o à mãe; colocou uma criança no centro, mostrando-a aos adultos como critério para entrar no Reino, entre outras passagens.
“Uma das características extraordinárias das crianças, escreve o purpurado na carta aos “irmãos no episcopado”, é “a sua novidade perturbadora”. “Cada nascimento, acrescenta, é um acontecimento: chega uma nova vida, uma nova pessoa, uma nova presença, tão intensa que renova a identidade das pessoas que a rodeiam. Quando uma criança chega, um homem e uma mulher tornam-se ‘pai’ e ‘mãe’, ‘avô’, ‘avó’, ‘irmão’, ‘irmã’. As crianças são o comentário mais belo e vivo – escrito em carne, sangue e espírito – da passagem do Apocalipse onde Cristo afirma ‘Eis que faço novas todas as coisas’”, observa ainda o cardeal.
É precisamente a frase “Eu faço novas todas as coisas”, tirada do livro do Apocalipse (21,5) que o Papa Francisco escolheu para mote da primeira Jornada. Trata-se, ainda segundo Tolentino Mendonça, de “um convite a fazer-se como as crianças, a agir como elas para captar as novidades inspiradas pelo Espírito de Cristo em cada homem e em cada mulher, na história e na Igreja”.
O responsável do Dicastério para a Cultura e a Educação incentivou à participação do maior número possível de crianças. “Aqueles que estão em melhor situação e gozam de boa saúde não se privem da riqueza que só as crianças mais pobres e mais fracas podem trazer!”, disse ele.









