Jornada Nacional da Pastoral da Cultura desvela “A metade do céu”

31 Mai 19Destaque 2, Newsletter, Últimas

Uma das peças da Exposição “A Metade do Céu”, patente na Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva. 

 

A exposição A Metade do Céu, com obras de 60 mulheres artistas, e que está no Museu da Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva, em Lisboa, até 23 de Junho será um dos focos da Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que decorre neste sábado, 1 de Junho, durante todo o dia, em Fátima.

O encontro terá como tema “A mulher na sociedade e na Igreja” e inclui a exibição de um filme sobre o projecto expositivo de Pedro Cabrita Reis. Depois disso, serão projectadas várias imagens das obras, enquanto o director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), José Carlos Seabra Pereira, também membro do Conselho de Patronos da fundação dedicada aos dois artistas, fará uma apresentação da mostra.

Pedro Cabrita Reis selecionou desenho, pintura, escultura, instalação, fotografia e vídeo desde Josefa de Óbidos e o período barroco até à actualidade, além de trabalhos de Vieira da Silva (1908-1992) que não são mostrados habitualmente.

Paula Rego, Helena Almeida, Lourdes Castro, Menez e Graça Morais, Ana Hatherly, Adriana Molder, Filipa César, Ana Jotta, Joana Vasconcelos, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Graça Costa Cabral, Leonor Antunes, Sofia Areal e Clara Menéres são algumas das artistas representadas na exposição.

“Há uma atenção redobrada aos debates da condição da mulher na sociedade contemporânea, e pareceu-me oportuno fazer uma exposição estrita e exclusivamente baseada em artistas e obras de mulheres”, afirmou Pedro Cabrita Reis à agência Lusa.

A exposição (da qual se podem ver algumas peças aqui) pretende-se “liberta de qualquer condicionalismo temático, desprovida de uma narrativa curatorial e que se quer alheia ao artifício discursivo”, acrescentou Cabrita Reis. “Todos os artistas têm uma visibilidade própria e um território seu, sejam femininos, masculinos, católicos, judeus, muçulmanos, brancos, negros. A única coisa que interessa é a obra, e a forma como ajuda a conhecer melhor a nós, e ao mundo em que vivemos”, acrescentou.

Inaugurado há 25 anos, o museu Árpád Szenes-Vieira da Silva apresenta exposições com a obra do casal ou de artistas com os quais tiveram algum tipo de ligação.

 

Entrega do Prémio Árvore da Vida a José Mattoso

José Mattoso. Foto © António José Paulino

 

A Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, aberta a crentes e não-crentes, procura criar, entre os intervenientes e o público, uma reflexão sem comodismo mental, sem acomodação, com alguma dose de risco, próprias de uma consciência cultural e de uma pastoral da cultura viva.

Iniciando-se às 10h, a jornada contará ainda com três painéis de debate, nos quais participam, entre outros, a reitora da Universidade Católica, Isabel Capeloa Gil, o poeta e crítico literário António Carlos Cortez e a escritora Leonor Xavier (autora de Peregrinação e Há Laranjeiras em Atenas)

O tema do encontro foi escolhido tendo em conta o debate promovido pelo Conselho Pontifício da Cultura, na sua assembleia plenária de 2015, sobre “Culturas femininas: igualdade e diferença”.

No final da jornada, às 16h30, será entregue o prémio Árvore da Vida –  Padre Manuel Antunes ao historiador José Mattoso.

Agentes da Pastoral da Cultura, professores, educadores e responsáveis de paróquias, organismos e movimentos eclesiais são alguns dos destinatários privilegiados do encontro.

Outras informações, programa do encontro e ficha de inscrição podem ser encontrados nesta página.

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