
O jornalista birmanês Soe Naing, morto sob custódia militar. Foto Radio Free Asia.
Um jornalista birmanês morreu, quando estava sob custódia militar, depois de ser preso na semana passada enquanto cobria protestos em Rangum, Myanmar (antiga Birmânia), denunciaram organizações de jornalistas, citadas pela agência UCA News.
Soe Naing, repórter freelancer e designer gráfico, foi preso no passado dia 10 de dezembro quando tirava fotos durante um protesto silencioso convocado por opositores ao regime da junta militar birmanesa.
Depois de estar detido durante quatro dias, Soe foi declarado morto na manhã de terça-feira, 14 de dezembro, como resultado da força usada durante os interrogatórios a que foi sujeito, de acordo com relatos da comunicação social.
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) exortou a comunidade internacional a condenar a escalada do terror contra os jornalistas que acompanham a atividade informativa em Myanmar, defendendo ainda a implementação de sanções dirigidas aos generais que governam o país, depois de um golpe militar.
“A morte de Soe Naing deve servir como um sinal de alarme e para pressionar a comunidade internacional a impor novas sanções dirigidas à junta militar que governa o país desde fevereiro, começando pelo seu chefe, o general Min Aung Hlaing. O mundo não pode mais ficar a olhar sem fazer nada”, afirmou Daniel Bastard, responsável do gabinete dos RSF para a Ásia-Pacífico, citado pela UCA News.
Os RSF informaram ainda que três jornalistas foram presos no país nos últimos dias. Soe Naing é o primeiro repórter que morre desde o golpe de fevereiro, de acordo com a Radio Free Asia.










