Após quatro anos de detenção

Jornalista Zhang Zhan foi libertada pelas autoridades chinesas

| 12 Jun 2024

Jornalista chinesa Zhang Zan. Foto Amnistia Internacional

Zhang Zhan viajou para Wuhan em fevereiro de 2020, cidade a partir da qual procurou fazer a cobertura do surto inicial de covid-19. Foto © Amnistia Internacional

Após quatro anos de detenção, a jornalista Zhang Zhan foi libertada pelas autoridades chinesas. Numa mensagem divulgada esta terça-feira, 11 de junho, a Amnistia Internacional apela às autoridades chinesas que garantam que Zhang Zhan seja autorizada a circular livremente e a comunicar com pessoas dentro e fora da China, e ainda que ela e a sua família não fiquem sujeitas a vigilância ou assédio, devendo ter pleno acesso a tratamento médico após a sua experiência traumática.

A Amnistia Internacional adianta que tem vindo a registar um padrão preocupante de libertação apenas parcial e de assédio familiar na maioria dos casos que está a acompanhar na China.

Recorde-se que Zhang Zhan viajou para Wuhan em fevereiro de 2020, cidade a partir da qual procurou fazer a cobertura do surto inicial de covid-19. Através de redes sociais como o WeChat, Twitter e YouTube, denunciou a forma como elementos às ordens do Governo tinham detido jornalistas independentes e perseguido familiares de pacientes com covid-19.

“Por acreditar que a verdade deve sempre ser visível e transparente, Zhang Zhan desapareceu a 14 de maio de 2020 em Wuhan. Mais tarde, foi revelado que tinha sido detida pela polícia em Xangai, a mais de 640 km de distância. A sua detenção foi uma tentativa de silenciamento que se tornou numa condenação a quatro anos de prisão”, escreveu o diretor-executivo da Amnistia Internacional Portugal, Pedro Neto, no 7MARGENS.

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