Rumo à JMJ Seul
Jovens católicos reúnem-se no Porto para iniciar novo ciclo em Portugal
Cerca de 200 jovens de todo o país são esperados na Alfândega do Porto, no próximo sábado, dia 2 de maio, para o “Porto de Partida”. O encontro, organizado pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), pretende ser um ponto de viragem para a renovação da Igreja católica jovem em Portugal, servindo simultaneamente de rampa de lançamento para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que se realizará em Seul, na Coreia do Sul, em 2027.
Sob o lema “Faz-te ao mar e lança as redes”, a iniciativa inspira-se no apelo a uma Igreja de “portas abertas”, feito pelo Papa Francisco durante a JMJ Lisboa 2023. A escolha simbólica da Alfândega do Porto reforça a mensagem de que a Igreja não deve ser um local de “seleção”, mas sim um espaço inclusivo e de acolhimento, adianta um comunicado enviado pela organização ao 7MARGENS.
Um dos momentos centrais do dia será a apresentação do “Quadro de Referência para a Pastoral Juvenil”. Este documento, elaborado pelo DNPJ por mandato da Conferência Episcopal Portuguesa, define as novas linhas orientadoras para a ação junto das camadas mais jovens. O objetivo é promover uma Igreja mais próxima, capaz de escutar e caminhar lado a lado com as novas gerações.
O evento, integrado na programação da Capital Nacional da Juventude 2026, decorrerá entre as 14h30 e as 19h00. O programa está dividido em três painéis geracionais que cruzam a Igreja com a política, o associativismo e o setor empresarial (“
Jovens de ontem”, com a investigadora Helena Valentim, o professor de EMRC Paulo Costa e o padre Ricardo Mendes, “Jovens de hoje”, com a participação do eurodeputado Sebastião Bugalho, da cofundadora da MEERU Isabel Martins da Silva e da Embaixadora da Juventude para a Inclusão e Acessibilidade no Porto, Daniela Fatela Geraldes; e “Redes que viajam”, um balanço e projeção entre Lisboa 2023 e Seul 2027, com o cardeal Américo Aguiar).
Contando com o apoio da Câmara Municipal do Porto, este encontro pretende afirmar-se como um momento de compromisso e de “envio”, desafiando os jovens a assumirem um papel ativo na construção de uma sociedade e de uma Igreja mais ligadas e em saída.