"Para acabar com a guerra"

Jovens sudaneses formam redes pela paz

| 26 Mar 2024

A capital do Sudão, que não tinha conhecido a guerra desde a sua conquista por Mohamed Ahmed Al Mahdi em 1885, tornou-se o principal teatro de guerra entre as Forças de Apoio Rápido e as Forças Aéreas do Sudão. Foto: Direitos reservados.

Edifícios destruídos na capital do Sudão, em outubro de 2023, na sequência de conflitos entre as Forças de Apoio Rápido e as Forças Aéreas do Sudão. Foto: Direitos reservados.

 

A formação de redes de apoio humanitário para combater a guerra no Sudão foi uma das principais decisões de uma conferência de quatro dias, na cidade de Entebbe (Uganda). Esta iniciativa propôs, ainda, um conjunto de recomendações para incrementar a intervenção dos jovens nos processos políticos civis e abrir portas para uma transição democrática naquele território.

“Serão tomadas medidas práticas para formar redes de jovens nos países onde existe uma presença da diáspora, bem como no Sudão, após o que começaremos a executar os resultados da conferência. A rede irá envolver, numa primeira fase, todos os atores nacionais e estrangeiros que estão a trabalhar para acabar com a guerra no Sudão”, esclareceu Mohamed El Doum, membro da Rede de Jovens Sudaneses (SYN, da sigla em inglês) para o Fim da Guerra e o Estabelecimento de uma Transformação Civil Democrática, citado pelo Vatican News, portal de notícias do Vaticano.

El Doum realçou, ainda, que o objetivo da rede será albergar os atores internos do Sudão antes de a estender à diáspora. “Vamos também colaborar com os agentes humanitários e com os jovens em áreas como Jebel Marra, Kordofan do Sul e Sudão Oriental, que são controladas por movimentos armados, para os envolver nos nossos esforços para acabar com a guerra.” A rede incluirá, esclareceu, as partes beligerantes: as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), uma vez que “quanto mais tempo durar a guerra, mais provável será que surjam outros partidos e que se torne mais complicado encontrar uma solução”.

“É importante que a rede avance para a implementação destes resultados, adotando meios, como a organização de campanhas populares, para transmitir a voz da juventude contra aqueles que começaram a guerra e aqueles que desejam que ela continue”, afirmou Mohanad Oraby, outro membro do SYN.

Mohieldin Omar, conselheiro do embaixador dos Estados Unidos no Sudão, subscreveu esta ideia, notando que “qualquer iniciativa política que exclua os jovens careceria de legitimidade e não receberia o apoio dos Estados Unidos”.

Organizado pelo SYN, o encontro reuniu mais de 160 jovens do Sudão, Sudão do Sul, Uganda, Quénia, Etiópia, Chade e Egipto.

 

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