Reino Unido

Judeus do Partido Trabalhista atacam política de Israel

| 11 Ago 2022

Glyn Secker, Secretário da Jewish Voice for Labor, discursa numa manifestação pró-Palestina. Foto © Palestine Solidarity Campaign

Glyn Secker, Secretário da Jewish Voice for Labor, discursa numa manifestação pró-Palestina. Foto © Palestine Solidarity Campaign

 

Glyn Secker, secretário da Jewish Voice For Labor – uma organização que reúne judeus membros do Partido Trabalhista ­–, lançou um violento ataque aos “judeus que colocam Israel no centro da sua identidade” e classificou o sionismo como “uma obscenidade” ao discursar no dia 10 diante de Downing Street, durante um protesto contra os ataques de Israel na faixa de Gaza.

De acordo com a agência Jewish News de dia 11, Secker acusou Israel de ter “assassinado 44 pessoas, incluindo 15 crianças” durante o atual conflito em Gaza e afirmou-se orgulhoso de pertencer a um grupo que defende os “direitos humanos em todos os lugares”, pois “direitos humanos apenas para os judeus são direitos vazios”.

Este é mais um episódio nas difíceis relações entre o Partido Trabalhista e os assuntos judaicos que tiveram o seu ponto alto quando o anterior secretário-geral, Jeremy Corbyn, enfrentou acusações de antissemitismo antes de ser ameaçado de expulsão do partido.

A presidente do Young Labour (juventude trabalhista), Jessica Barnard, também interveio no protesto acusando Israel de travar “uma guerra contra crianças e jovens”, questionando o Governo britânico do Partido Conservador por “mobilizar biliões para apoiar a legítima liberdade dos ucranianos contra o imperialismo russo” e não dar “nem um pequeno passo para apoiar os palestinos”.

Questionada pelo repórter da Jewish News, Jessica Barnard recusou-se a condenar a Jihad Islâmica, ou a pronunciar-se sobre os mortos causados no atual conflito pelos morteiros lançados por aquela organização.

 

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