Julia Kristeva e os 10 princípios do Novo Humanismo

| 22 Dez 19

Julia Kristeva cumprimentada pela autora deste texto. Foto © Artur Lourenço/UCP

 

No passado mês de Novembro pude pela primeira vez abraçar Julia Kristeva[1] quando do reconhecimento com o grau de doutora honoris causa pela Universidade Católica Portuguesa. Queria conhecer ao vivo esta mulher que tanto me tem inspirado ao longo dos anos. Agradecendo-lhe a referência que são para mim os Dez Princípios do Novo Humanismo, Kristeva invetivou-me: “Il faut continuer!” (Precisamos de continuar!)

Sim, estamos bem longe de ver a concretização destes princípios. Em final de Advento ouso revisitá-los, no pressuposto de que Kristeva entende o humanismo cristão como um “ultrapassamento” do humano. Queria desde já escusar-me pelo uso de tantas transcrições. Mas o pensamento de Kristeva, a sua forma de dizer aquilo que é importante, a frescura e originalidade da linguagem, iluminam a força das suas ideias. Assim proponho-me citar ao jeito do saudoso Eduardo Prado Coelho: “Gostaria de tornar bem claro como o gosto da citação tem a ver com um gosto imenso pelas palavras. Por vezes, citação que excita pela convicção de que alguém encontrou um dia as palavras certas – isto é, os nomes próprios – para dizer algo que em nós foi expressão confusa e enrodilhada”.

Kristeva afirmara em 2011 no Átrio dos Gentios, em Assis, a convite de Bento XVI:

É por isso que, nesta terra de Assis, os meus pensamentos se voltam para São Francisco: que não busca “tanto ser compreendido, mas compreender”, “não tanto ser amado, mas amar”, que suscita a espiritualidade das mulheres com a obra de Santa Clara; que coloca a criança no coração da cultura europeia criando a festa de Natal; e que, pouco antes de morrer, como verdadeiro humanista ante litteram, envia a sua “carta a todos os habitantes do mundo”.

 

Princípios como convites, não “mandamentos”

Uma muito bela introdução, colocando Francisco de Assis na sua dimensão universal e profundamente humana: o santo que “ultrapassou o humano”. Kristeva entende os Princípios não como “mandamentos”, mas sim como “dez convites para pensar pontes entre nós”, cristãos e não-cristãos, ao jeito de S. Francisco, procurando clarificar:

O que é o humanismo? Um grande ponto de interrogação a ser abordado com a máxima seriedade? É na tradição europeia, greco-judaico-cristã, que se produziu esse evento que não cessa de prometer, de desiludir e de se refundar. Quando Jesus se descreve (João 8, 24), nos mesmos termos de Elohim que se dirige a Moisés (Êxodo 3, 14), dizendo: “Eu Sou”, ele define o homem – antecipando, assim, o humanismo – como uma “singularidade indestrutível” (segundo a expressão de Bento XVI).

Singularidade indestrutível que não só o “reconecta” ao divino por meio da genealogia de Abraão (como já fazia o povo de Israel), mas que inova. Já que o “Eu sou” de Jesus se estende do passado e do presente para o futuro e ao Universo, a Sarça Ardente e a Cruz tornam-se universais. Agarrando-se ao obscurantismo, a secularização esqueceu de se interrogar sobre a necessidade de crer que está subentendida ao desejo de saber, assim como sobre os limites a serem postos ao “desejo de morte” – para que possamos viver juntos. No entanto, não é o humanismo, são os desvios sectários, tecnicistas e negacionistas da secularização que se precipitam na “banalidade do mal” (H. Arendt) e que hoje favorecem a automatização em curso da espécie humana.

Sem pudor, Kristeva denuncia uma secularização negacionista, que esquece a importância do ser humano e da sua envolvente (“a sua circunstância”, Ortega e Gasset). Relembra os valores europeus da “liberdade, igualdade e fraternidade” que são valores cristãos e que, esquecidos ou postos em segundo plano, permitem a “banalidade do mal” que ontem, tal como hoje, conhecemos.

 

Um contínuo questionamento na base dos Direitos Humanos

Como podemos então “viver juntos” nos tempos de hoje? Eis a proposta de Kristeva enunciada nos seus 10 Princípios:

  1. O humanismo do século XXI não é tereomorfismo:“depois do Holocausto e do Gulag, o humanismo tem o dever de lembrar os homens e as mulheres que, se nos consideramos como os únicos legisladores, é somente graças ao contínuo questionamento da nossa situação pessoal, histórica e social. Segundo Kristeva não existem nem “valores” nem “fins” superiores se não os submetermos a uma análise sistemática com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
  2. O humanismo desenvolve-se num processo de contínua refundação, necessariamente por meio de rupturas que são inovações (…). Baseando-se na herança greco-judaico-cristã, há que colocar a tradição sob rigoroso exame, isto é, “transvalorar” (citando Nietzsche): não há outro meio para combater a ignorância e a censura e, assim, facilitar a coexistência das memórias culturais que se construíram ao longo da história.

 

Foto de um campo de concentração nazi: Depois do Holocausto e do Gulag, o humanismo tem o dever de lembrar o contínuo questionamento da nossa situação pessoal, histórica e social. Foto © Nair Alexandra

  1. Filho da cultura europeia, o humanismo é o encontro de diferenças culturais favorecidas pela globalização e pela informatização. Neste pressuposto, o humanismo “respeita, traduz e reavalia as crenças e o desejo de saber dos seres humanos” os quais se constituem em património universal de todas as civilizações.

Êxtase de Santa Teresa, de Bernini: “Não somos anjos, temos um corpo”, dizia Teresa d’Ávila. Foto ©  Alvesgaspar/Wikimedia Commons

  1. Humanistas, “nós não somos anjos, mas temos um corpo”. Kristeva cita Santa Teresa de Ávila que se expressava desta forma no século XVI. Não é uma Contrarreforma, mas sim uma Revolução Barroca que inicia o século das Luzes. Fala no “desejo livre” e argumenta contra a “pulsão de morte” – que é também desejo livre – que a psicanálise veio desvendar mas, também, ajudar a nomear, a acompanhar e, eventualmente, a sublimar.
  1. O humanismo é um feminismo. Segundo Kristeva “a libertação dos desejos necessariamente devia conduzir à emancipação das mulheres” que podemos remeter às filosofias iluministas, que se afirmaram na Revolução Francesa até Simone de Beauvoir, estendendo-se por tantas mulheres que ousaram uma afirmação de si mesmas como diferentes dos homens. Segundo Kristeva a luta por uma paridade económica, jurídica e política requer uma nova reflexão sobre a escolha e a responsabilidade da maternidade. O vínculo entre a mãe e a criança que é o “primeiro outro” – “aurora do amor e da hominização” –, aquele vínculo no qual a continuidade biológica se torna sentido, alteridade e a palavra é um confiar, um confiar-se. (…)  A confiança materna participa assim, plenamente, da ética humanista.
  2. “Humanistas – afirma Kristeva – é por meio da singularidade compartilhada da experiência interior que podemos combater aquela nova banalidade do mal que é a automatização da espécie humana a que estamos assistindo”.A partir do momento que somos seres que falam e escrevem, que desenhamos e pintamos, e tocamos e jogamos, e calculamos, e imaginamos e pensamos: justamente por isso não somos condenados a nos tornar “elementos de linguagem na hiperconexão acelerada”, segundo Kristeva. O “infinito das capacidades de representação” é o nosso habitat, a nossa dimensão profunda e libertadora, a nossa liberdade.
  1. Mas, continua Kristeva, “a Babel das línguas também gera caos e desordens que o humanismo jamais conseguirá regular com a simples escuta, embora atenta, prestada às línguas dos outros”. Chegou o momento de retomar os códigos morais do passado interpela Kristeva, “sem os enfraquecer com a pretensão de problematizá-los, e renovando-os a despeito das novas singularidades. Longe de serem puros arcaísmos, as proibições e as limitações são obstáculos que não podem ser ignorados, se não se quer suprimir a memória que é o pacto dos humanos entre si e com o planeta, com os planetas. A história não pertence ao passado: a Bíblia, os Evangelhos, o Alcorão, o Rigveda, o Tao habitam o nosso presente. É utópico criar novos mitos coletivos, e não é suficiente nem mesmo interpretar os antigos”. Kristeva convida-nos a “reescrevê-los, repensá-los, revivê-los dentro das linguagens da modernidade”.
  2. Continua Kristeva: “não existe mais um Universo. A pesquisa científica descobre e investiga continuamente o ‘Multiverso’: multiplicidade de culturas, de religiões, de gostos e de criações; multiplicidade de espaços cósmicos, de matérias e de energias que coabitam com o vácuo, que se compõem com o vácuo”. E conclui neste oitavo princípio:  Não tenhais medo de serdes mortais. Capaz de pensar o multiverso, o humanismo é chamado a confrontar-se com uma tarefa epocal: inscrever a mortalidade nos multiversos da vida e do cosmos.
  3. Quem poderá fazer isso? O humanismo, porque ele sabe como cuidar disso, afirma Kristeva:“Poder-se-á dizer que o cuidado amoroso do outro, o cuidado ecológico da Terra, a educação dos jovens, a assistência aos doentes, aos deficientes, aos idosos, aos fracos não detém nem a corrida das ciências nem a explosão do dinheiro virtual. O humanismo não será um regulador do liberalismo: ao contrário, será capaz de transformá-lo, sem inversões apocalípticas ou promessas de futuros gloriosos. Tomando-se o seu tempo, criando uma nova vizinhança e solidariedades elementares, o humanismo acompanhará a revolução antropológica que é anunciada tanto pela biologia que emancipa as mulheres, quanto pelo deixar-fazer da técnica e das finanças, e pela impotência do modelo democrático-piramidal, que não consegue canalizar as inovações”.
  4. Kristeva conclui: O homem não faz a história, mas a história somos nós.“Pela primeira vez, o Homo sapiens é capaz de destruir a terra e a si mesmo em nome das suas religiões, crenças ou ideologias. E, pela primeira vez, os homens e as mulheres são capazes de reavaliar em total transparência a religiosidade constitutiva do ser humano. O encontro das nossas diversidades, aqui em Assis, testemunha que a hipótese da destruição não é a única possível. Ninguém sabe quais seres humanos sucederão a nós, que estamos comprometidos nessa transvaloração antropológica e cósmica sem precedentes”. A refundação do humanismo não é nem um dogma providencial, nem um jogo do espírito: é uma aposta.

 

Robert Lentz, Encontro de S. Francisco de Assis com o Sultão do Egipto, Malik Al Kamil: “O encontro das nossas diversidades testemunha que a hipótese da destruição não é a única possível.”

 
Uma ética humanista, uma ética do cuidado

Kristeva propõe-nos então uma aposta, não define “mandamentos”: aponta para uma ética humanista, que se desdobra numa ética do cuidado, tal como é descrita no princípio 8º, que tome como referência a confiança materna (princípio 5º). Que proposta mais bela para este tempo que antecede o nascimento de Jesus Cristo! Uma possibilidade de refletir como estamos a cuidar de toda a criação ao jeito da Laudato Si’. Kristeva alerta para os perigos do transhumanismo[2] que necessariamente deve estar baseado em certos valores tradicionais que são reconstruídos à luz dos tempos de hoje e para os tempos de hoje.

Segundo Kristeva, “a era da suspeita não é mais suficiente”. Diante das crises e das ameaças cada vez mais graves, chegou a era da aposta. “Devemos ter a coragem de apostar na renovação contínua das capacidades dos homens e das mulheres de crer e de saber juntos”: “para que, no multiverso cercado de vácuo, a humanidade possa perseguir longamente o seu destino criativo”.

Que sinal mais forte da esperança que nos é trazida neste tempo de Advento que nos conduz ao Natal de Jesus Cristo, senão esta afirmação de 10 Princípios para a Humanidade?

Podemos lê-los e refleti-los um a um, contextualizando-os nas nossas vidas pessoais, comunitárias e políticas, ao jeito de um programa que propomos para os próximos anos ou milénios, uma espécie de bússola que nos guie nestes tempos conturbados em que é tão fácil dizer que não há nada a fazer senão “gozar” o presente.

 

É isto o que mais importa – essa alegria

Proponho que usufruamos o presente como um dom de Deus que nos compete preservar e levar às gerações futuras. Lembro Jorge de Sena num texto inspirador:

Não sei, meus filhos, não sei, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós. (…)

Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse “com suma piedade e sem efusão de [sangue.” (…)

Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa – essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos

tanto não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá. (…)

E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

(in: Carta a Meus Filhos sobre os Fuzilamentos de Goya)

Assim seja. Santo Natal!

 

Teresa Vasconcelos é professora do ensino superior (aposentada) e membro do Movimento do Graal (t.m.vasconcelos49@gmail.com)

 

[1] A filósofa, linguista e psicanalista búlgaro-francesa Julia Kristeva foi colaboradora de Foucault, Barthes, Derrida Philippe Sollers, com quem se casou em 1967.

[2] Transumanismo (abreviado por H+ ou h+, em inglês transhumanism) é um movimento intelectual que visa transformar a condição humana através do desenvolvimento de tecnologias amplamente disponíveis para aumentar consideravelmente as capacidades intelectuais, físicas e psicológicas humanas (in Wikipédia).

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