Leigos e mulheres, pandemia e Cabo Delgado nas preocupações dos bispos católicos

| 13 Abr 21

Alguns dos participantes na abertura da 200ª assembleia da Conferência Episcopal Portuguesa, nesta segunda, 12 de Abril, em Fátima. Foto © Ecclesia.

 

Uma promessa de debate, reflexão e decisões sobre os ministérios laicais na Igreja para dar mais responsabilidades “aos leigos, e concretamente às mulheres”; um apelo a que as vacinas contra a covid “sejam um fator de coesão e real progresso”; e uma referência solidária às inundações em Timor e ao terrorismo em Cabo Delgado – estes foram alguns dos tópicos mais importantes do discurso do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), na abertura da 200ª assembleia plenária dos bispos católicos (que pode ser lido na íntegra na página da CEP).

D. José Ornelas, bispo de Setúbal, aludiu ao facto de esta ser a segunda assembleia semi-presencial do episcopado: apenas alguns bispos estão em Fátima desde a tarde desta segunda-feira, 12 de Abril, até quinta, 15; os restantes estão nas suas casas. E sublinhou “a atitude da Igreja em Portugal, desde o início da pandemia”.

Apesar da “particularmente sofrida e ponderada” decisão de voltar a prescindir das celebrações com a presença da comunidade, em Janeiro, disse, a Igreja permaneceu “como espaço promotor de responsabilidade, solidariedade e esperança, próxima dos mais atingidos por esta crise”, particularmente “nas situações de maior sofrimento e fragilidade”, afirmou.

Sobre a pandemia, o presidente da CEP afirmou ainda que ela “expôs a vulnerabilidade dos que são económica e socialmente mais frágeis, entre os quais se contam os sem abrigo, os desempregados e os imigrantes, mas igualmente sectores empresariais e culturais. Mas também mostrou o esforço das instituições públicas e privadas para atender a quem precisa.”

Sublinhando o esforço dos que têm estado a cuidar dos mais afectados, acrescentou que a vacina – “um grande feito científico e uma esperança para uma normalização da vida social e económica” – deve ser também “um factor de coesão e real progresso” e não agravar a “discrepância entre pessoas e países com maior ou menor poder económico”.

Os bispos, disse ainda o presidente da CEP, acompanham as situações de Timor e Cabo Delgado (Moçambique) e apoiam “vivamente os esforços do Governo português, da União Europeia e de organizações internacionais no sentido de “encontrar meios de auxílio às populações e assegurar condições de paz e segurança”.

A reflexão sobre a maior participação dos leigos (em especial das mulheres), no interior da Igreja partirá de um documento recente do Papa Francisco – o motu proprio “Spiritus Domini”.

O bispo Ornelas reafirmou ainda o contentamento com a “deliberação do Tribunal Constitucional que considerou ferida de inconstitucionalidade a recente Lei da Assembleia da República sobre a eutanásia” e disse que o episcopado pretende “aprender com esta difícil travessia da crise pandémica, a fim de encetar uma realidade mais humana e mais inspirada” no Evangelho, “para o mundo ferido em que nos encontramos”. Na esperança, disse, que seja possível aumentar progressivamente as actividades presenciais também no interior da Igreja.

 

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