A principal razão para ler o 7MARGENS é o facto de “ter informação que não se encontra noutros média”, enquanto o interesse primeiro de quem o lê é dividido em partes quase iguais entre os que pretendem “perceber como as religiões influenciam a vida social e política” e os que desejam “aprofundar os fundamentos da minha religião ou espiritualidade”. Por outro lado e segundo os seus leitores, ao jornal faltam entrevistas e dossiers sobre a atualidade.
Estas são algumas conclusões do inquérito rápido feito aos leitores e o qual, apesar de ter estado disponível apenas durante quatro dias (9 a 12 de setembro), obteve perto de 300 respostas. A análise dos resultados foi divulgada em primeira mão nos encontros de Guimarães e Lisboa que tiveram lugar na segunda parte deste mês de setembro.
A cobertura do caminho sinodal e a informação sobre os abusos na Igreja Católica, são os dois temas que os leitores mais gostaram de ver tratados no jornal, enquanto, no pólo oposto, a “insistência na questão dos abusos sexuais” e “alguns artigos de opinião” foram os aspetos que mais desagradaram aos leitores que, porém, na sua esmagadora maioria afirmam “não ter críticas a fazer”.
Publicamos a seguir, acompanhados de curto comentário, os gráficos obtidos a partir das respostas às perguntas do inquérito, excluindo aquelas que por recolherem respostas em aberto deram origem a um conjunto tão díspar e variado que impede agrupá-las de forma estatisticamente razoável.

A esmagadora maioria dos leitores (86%) refere como principal razão para ler o 7MARGENS o facto deste lhe oferecer informação que não encontra em mais nenhum outro média. Dois em cada cinco dos que leem o jornal encontram neste uma ajuda para viver a sua espiritualidade e o mesmo número valoriza as opiniões publicadas como razão para a sua fidelização. Recorde-se que cada respondente podia escolher duas das quatro hipótese que o gráfico acima mostra.

Também na resposta a esta interrogação se podiam escolher duas das quatro hipóteses apresentadas. Um pouco mais de metade dos leitores (59%) indicaram que procuram sobretudo perceber como as religiões influenciam a vida social e política e 53 por cento estão interessados em aprofundar os fundamentos da sua religião ou espiritualidade. Conhecer testemunhos de vida de pessoas é um interesse central para um terço dos leitores do 7MARGENS, quase tanto como os 36 por cento que querem obter informação sobre novos modos de viver a espiritualidade.

Apesar do interesse que o 7MARGENS lhes desperta e da avaliação muito positiva que dele fazem, 40 por cento dos leitores que responderam ao inquérito afirmam não desejarem aumentar a sua participação neste projeto, enquanto 30 por cento declararam o seu compromisso em contribuírem financeiramente para a viabilização do jornal. Outra forma de envolvimento activo dos leitores na consolidação do 7MARGENS passa pela proposta de temas e chamadas de atenção para acontecimentos (27%), por escrever artigos de opinião (20%), ou participar na divulgação do jornal (22%).

Dois são os géneros jornalísticos que os leitores indicam como estando insuficientemente presentes no seu jornal: faltam entrevistas (41%) e dossiers completos sobre temas da atualidade (39%). Outras faltas notadas são uma maior diversificação das notícias (28%) a par de notícias sobre religiões minoritárias em Portugal. Cerca de um quarto de quem lê o 7MARGENS gostaria também que nele se publicassem mais reportagens.

De tudo o que viram e leram no 7MARGENS, um em cada quatro dos que responderam ao inquérito sublinham a importância da cobertura do caminho sinodal, referindo essa atenção editorial como o que mais gostaram entre tudo o que o jornal lhes ofereceu. Um pouco mais de um quinto dos leitores refere a relevância que para eles teve a informação sobre os abusos e, avivados pela memória recente, 13 por cento aponta a cobertura da Jornada Mundial da Juventude como o que mais gostou de ver no seu jornal. De salientar que esta questão “o que mais gostei no 7M” suponha respostas em aberto, isto é, não propunha nenhuma escolha de respostas pré-definidas. Apesar de acolher todo o tipo de respostas, estas demonstram uma efetiva concentração em oito grandes temas.

Ao contrário do que seria de esperar, praticamente metade (48%) dos respondentes afirma não ter críticas a fazer ao seu jornal e pouco mais de cinco por cento aponta “alguns artigos de opinião” ou a “insistência na questão dos abusos sexuais” como áreas do seu desagrado. Menos leitores ainda (4%) manifesta-se desagradado com a pouca atenção dada aos sectores mais conservadores ou a outras religiões e minorias religiosas.

Tal como o gráfico anterior, este sobre o futuro desejado para o 7MARGENS mostra o grande apreço que os leitores têm pelo seu jornal. Manifestam-se a favor da sua continuidade e sucesso futuro, ou desejam que mantenha as características positivas que o distinguem e consiga obter maior relevo e influência na sociedade e cultura portuguesas.
Jorge Wemans










