Comissão Justiça e Paz de Braga

Lembrar Aristides de Sousa Mendes, “seguir a voz da consciência” e também hoje “salvar vidas”

| 12 Jun 2024

Aristides de Sousa Mendes e visto concedido em 1940, foto Vatican News sem creditos

Aristides de Sousa Mendes e um dos vistos que concedeu em 1940. Foto: Direitos reservados

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga associa-se à comemoração do Dia da Consciência – que se celebra anualmente a 17 de junho em homenagem a Aristides de Sousa Mendes – através de uma mensagem que assinala a importância de, tal como fez o cônsul de Portugal em Bordéus no século passado, “seguir a voz da consciência” e assim contribuir, no tempo presente, para “salvar vidas”.

Aristides de Sousa Mendes “começou, nesse dia [17 de junho], em 1940, a salvar a vida de dezenas de milhares de pessoas que pretendiam escapar às tropas nazis que tinham invadido a França”, sobretudo judeus, lembra a Comissão na sua nota, divulgada esta quarta-feira, 12 de junho.

“O Dia da Consciência começou a ser assinalado em 2020, estimulado pelo Papa Francisco, que considerou que o patrono deveria ser Aristides de Sousa Mendes por, justamente, ter decidido ‘seguir a voz da consciência’ e salvado ‘a vida de milhares de judeus e outros perseguidos’. O Papa Francisco aproveitou o exemplo do cônsul de Portugal em Bordéus para instar a ‘que a liberdade de consciência possa ser respeitada sempre e em todo o lugar e que cada cristão possa dar exemplo de coerência, com uma consciência recta e iluminada pela Palavra de Deus’, acrescenta o texto.

Recordando “outros portugueses que, nesses anos de terror, também escutaram a voz da consciência sem medo”, como os diplomatas Carlos Sampaio Garrido e Alberto Teixeira Branquinho ou o padre Joaquim Carreira, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Braga sublinha que atualmente “outros homens e mulheres há, em múltiplos cantos do planeta, a seguir os exemplos dos que, em tempos mais sombrios, se comprometeram a salvar vidas”.

Os desafios, em 2024, são diferentes dos que se colocaram a Aristides de Sousa Mendes, “neste nosso mundo atormentado pela crise climática, pela pobreza e pela miséria, por conflitos e por guerras, que tantas migrações forçam; desassossegado pela possibilidade de uma intensificação bélica, culminando no uso de armas nucleares; receoso quanto às consequências nefastas de possíveis desenvolvimentos da Inteligência Artificial”, afirma a Comissão.

E para lidar com eles, “nem sempre é necessária muita coragem”, como aquela que precisou de ter o cônsul português, defende o organismo católico na sua mensagem. “Basta, tantas vezes, que a consciência dite a cada um que, indo contra a corrente, interrompa os ciclos que fomentam o ódio, razão primeira de tantas vidas destroçadas”, conclui.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Onde estão as mulheres na música litúrgica católica?

Onde estão as mulheres na música litúrgica católica? novidade

Na música, um dos ministérios mais estruturantes da liturgia católica, este paradigma mantém-se, embora com nuances particulares: salvo algumas (felizmente, cada vez mais) exceções, o ministério do canto, domingo a domingo, é, em Portugal, sustentado maioritariamente por mulheres e a regência dos coros é, preferencialmente, entregue a homens

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This