Emissão filatélica

Lenda da Nazaré em selo sobre mitos europeus

| 20 Mai 2022

selo lenda de nossa senhora da nazare foto ctt

O selo que evoca a lenda da Nazaré integra uma emissão filatélica dos CTT dedicada a “Histórias e Mitos da Europa”.

 

A história é conhecida e desde a semana passada está também evocada num selo de correio, numa emissão filatélica dedicada a mitos da Europa: em 14 de Setembro de 1182, Fuas Roupinho, alcaide-mor de Porto de Mós, andava à caça, quando encontrou o que parecia ser um veado. Lançando-se em sua perseguição, acabou no alto de uma falésia, à beira de cair. Invocou Nossa Senhora e o cavalo manteve-se erguido apenas pelas patas traseiras, enquanto o veado desaparecera – seria, afinal, a figura do demónio… Descendo, D. Fuas viu a imagem da Senhora da Nazaré numa pequena concavidade na rocha, mais abaixo. Depois de agradecer no próprio local, ali mandou erguer uma pequena capela, a Ermida da Memória, onde ficou depositada a imagem a partir de 1182.

No texto da pagela descritiva dos Correios, Samuel Alemão recorda que a relíquia era considerada já então muito antiga e vista como tendo sido “executada por São José́”, em Nazaré́, na Palestina. Teria vindo depois para um mosteiro perto de Mérida, na Península Ibérica, onde ficou até à invasão árabe de 711. O rei godo D. Rodrigo e um tal frei Romano decidiram protegê-la, levando-a para a costa atlântica e escondendo-a na gruta onde Fuas Roupinho a viria a encontrar.

Em 1377, o rei D. Fernando I mandou edificar um novo santuário, que seria reconstruído no século XVII. Manteve-se a veneração da imagem de Nossa Senhora da Nazaré́, “cujo culto, graças à popularidade entre as gentes do mar, se espalhou pelos destinos da expansão marítima portuguesa”.

O selo que evoca a lenda da Nazaré integra uma emissão filatélica lançada pelos Correios há poucos dias, dedicada a “Histórias e Mitos da Europa”. Composta por três selos, os outros recordam as lendas da Caldeira de Pêro Botelho, nos Açores, e a de Machim (que viria a dar origem ao nome Machico), na Madeira. Três blocos filatélicos, também com desenhos de Carla Caraça Ramos, retomam as mesmas lendas, como que numa pequena banda desenhada que conta a respectiva história.

 

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