Liberdade de Imprensa: Portugal entre os melhores 10 países

| 20 Abr 21

Moçambique. Média. Imprensa. Canal de Moçambique. Atentado

As instalações do jornal Canal de Moçambique, depois do atentado de 23 de Agosto de 2020. Foto: Direitos reservados

Portugal integra o clube exclusivo dos 12 países em que, de acordo com o relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) sobre a liberdade de Imprensa no mundo, o jornalismo se pode exercer em condições ótimas ou muito satisfatórias. O estudo divulgado hoje, dia 20 de abril, revela, porém, uma forte deterioração das condições de acesso à informação e de cobertura da atualidade por parte dos jornalistas na maioria dos 180 países analisados.

A tabela é liderada pelos países nórdicos, numa Europa em que a degradação da liberdade de Imprensa é visível, incluindo em países tão inesperados como a Alemanha que regride três lugares e sai do pelotão da frente em virtude “das dezenas de jornalistas agredidos por manifestantes” quando cobriam “marchas contrárias às restrições sanitárias” impostas pelo Governo federal.

“Os atos de violência” contra jornalistas e os media “mais do que duplicaram no conjunto da União Europeia e Balcãs” em 2020, enquanto a Europa de Leste (Bielorrússia, Bulgária e Rússia) e a Ásia central e, sobretudo, o Médio Oriente continuam a ser as regiões mais mal classificadas na tabela das violações da liberdade de Imprensa. O Brasil perde 4 lugares e entra na zona vermelha (111º), ao contrário dos Estados Unidos que, “apesar do último ano do mandato de Donald Trump se ter caracterizado por um número recorde de agressões (cerca de 400) e detenções de jornalistas (130)” sobem um lugar, ocupando agora a 44ª posição.

mapa, liberdade de imprensa

As cores da liberdade de imprensa, segundo a organização RSF, em 2021


Pandemia é pretexto para reforçar repressão

A pandemia trouxe razões suplementares para que diversos poderes reduzissem ainda mais a liberdade de Imprensa que se encontra, segundo o relatório, “severamente prejudicada em 73 Estados e muito limitada em 59 outros Estados, ou seja, em 73% dos países analisados.” Nos primeiros, “o jornalismo encontra-se numa ‘situação difícil’ ou ‘muito grave’” e nos segundos “o exercício da profissão é considerada como ‘problemática.’” O aumento do número de países no vermelho resulta em boa parte de obstruções no “acesso ao terreno e às fontes de informação por causa, ou a pretexto, da crise sanitária.”

Para além dos entraves colocados ao livre exercício da profissão, os jornalistas enfrentam também um problema cada vez maior de credibilidade. O relatório da JSF cita o barómetro Eldman Trust que “revela uma desconfiança inquietante do público perante os jornalistas: 59% das pessoas interrogadas em 28 países consideram que os jornalistas tentam deliberadamente induzir o público em erro, difundindo informações que sabem serem falsas.”

Gráfico percentual dos países – de uma situação boa (cinzento) a muito grave (preto)

Na elaboração dos seus estudos anuais, a RSF utiliza uma metodologia mista assente no cruzamento de dados qualitativos (respostas de especialistas e profissionais dos media ao inquérito desenvolvido pela organização) com dados quantitativos (recolha estatística dos atos repressivos perpetrados contra jornalistas e media em cada país). O inquérito procura, através das suas 87 perguntas, obter em cada país a avaliação dos profissionais e analistas dos media sobre meia dúzia de itens: pluralismo; independência dos media; quadro legal; autocensura; transparência; e infraestruturas que suportam a produção da informação.

 

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